Poder e Governo

Zema minimiza fala do atual governador de MG para desistir da candidatura e apoiar Flávio: 'mera ideia'

Presidenciável do Novo comentou a declaração em evento realizado pelo Instituto Diálagos, em São Paulo

Agência O Globo - 09/06/2026
Zema minimiza fala do atual governador de MG para desistir da candidatura e apoiar Flávio: 'mera ideia'
Romeu Zema - Foto: Reprodução / Instagram

O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, minimizou as , para que ele fizesse uma composição com Flávio Bolsonaro (PL) e não se candidatasse diretamente à eleição. Para Zena, a declaração de Simões é uma "mera conjugação, uma mera ideia". Zema disse que o mundo perfeito sempre existe na cabeça das pessoas e que, para ele, o mundo perfeito seria candidato único.

— Recebimento das declarações (de Simões) com muita naturalidade. Quem acompanha a fala toda sabe que isso é uma mera conjugação, uma mera ideia. O mundo perfeito sempre existe nas nossas cabeças e pra mim o mundo perfeito seria ser candidato único também, então isso pra mim não afeta em nada, continuando dando o meu total apoio a ele. PSD e Novo em Minas Gerais estão caminhando lado a lado — declarou Zema, que participou de evento em São Paulo realizado pelo Instituto Diálagos, criado pela senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para discutir o cenário geopolítico atual.

Sobre o contexto geopolítico, Zema disse que o Brasil tem se aproximado cada vez mais da China e se distanciado do Ocidente. Ele atribuiu esse posicionamento à atuação do Itamaraty na gestão do presidente Lula. Para o pré-candidato, o governo Lula vem “questionando os Estados Unidos e criando uma dependência perigosa da China”.

— Nós estamos vendendo, há muito tempo, um Brasil cada vez mais próximo da China e mais distante do Ocidente. E a tarifaço está dentro desse contexto. O Itamaraty tem atuado principalmente desde que o PT assumiu o país há 22 anos na direção de questionar os Estados Unidos e de se distanciar de países do Ocidente numa clara aproximação à China. A China é importante, todo parceiro comercial precisa ser muito bem tratado, mas o Brasil está criando uma dependência perigosa com a China — afirmou.

Para Zema, se a China começar a reduzir a importação de alguns produtos brasileiros, o país vai enfrentar dificuldades muito grandes. Oriundo do varejo, Zema disse que sua estratégia no ramo sempre não foi concentrada em nenhum cliente.

— A partir do momento em que você depende de um cliente você fica vulnerável e me parece que o PT escolheu essa opção — declarou.

Zema acredita que o novo tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil teve influência do governo Lula e do PT, que têm afrontado os Estados Unidos. Ele afirmou que como a família Bolsonaro é muito próxima de Trump, que me ajudará a resolver essa questão. Sobre a possível adoção da lei de reciprocidade pelo Brasil em relação aos EUA, Zema disse que a medida deve ser vista com cautela.

— Quando você fala: eu vou fazer com você o que você está fazendo comigo, talvez o tiro saia pela culatra. No caso dos vistos, claramente se prejudica o turismo, a rede hoteleira sofre, o brasileiro como um todo sofre porque acaba recebendo menos turistas aqui. E com as questões comerciais, isso tem que ser visto também. Às vezes na hora que você aplica a mesma lei quem vai pagar é o brasileiro que vai pagar mais caro por produtos que vêm desses países. Então é algo que deve ser sempre colocado sobre uma mesa, mas não de maneira automática. É preciso ponderar e calibrar muito bem isso — disse.