Poder e Governo
Romário contraria PL e anuncia voto a favor de PEC pelo fim da escala 6x1
Senador também pediu a retirada de sua assinatura de proposta alternativa apresentada por Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro
O senador Romário (PL-RJ) anunciou em um post nesta quarta-feira que votará a favor da PEC pelo fim da escala 6x1. A decisão contraria a postura de outros integrantes do PL, que têm demonstrado apoio a uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que flexibiliza a jornada de trabalho, permitindo a escolha entre um regime comum previsto pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) ou um modelo baseado no total de horas trabalhadas.
Inicialmente, Romário havia sido signatário do projeto de Marinho, mas pediu a retirada de sua assinatura do texto em um ofício encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). "Diante das dúvidas e interpretações geradas em relação à PEC nº 12/2026, entendo ser necessário retirar minha assinatura da proposta, a fim de reafirmar a coerência do posicionamento que venho sustentando perante a população brasileira e de preservar o amplo debate sobre medidas que efetivamente contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores”, afirmou Romário.
Já pelas redes sociais, o senador anunciou que apoiaria a PEC defendida pelo governo e disse que, em função disso, pediu a retirada do seu nome do texto alternativo. "Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro, e, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela". A reação de Romário veio também após apoiadores da pauta sobre o fim da 6x1, como o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo, cobrarem ao longo do dia o parlamentar sobre sua postura.
Agora em discussão no Senado, o texto provocou um revés na bancada bolsonarista na Câmara, que precisou recalcular a rota e se manifestar favorável ao projeto na semana passada, como mostrou o GLOBO. O aval dado pela sigla à proposição na véspera da votação representou uma inversão na posição defendida até então por seus integrantes, críticos por considerá-la um ativo eleitoral para o presidente Lula.
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