Poder e Governo
Lula foca crítica sobre tarifaço em Rubio e defende diálogo com Trump em estratégia para reduzir desgastes
Estratégia ficou explícita na abertura da reunião ministerial desta quarta-feira
Desde o anúncio de novas tarifas do governo dos Estados Unidos ao Brasil, na terça-feira, o presidente Luiz Inácio da Silva tem adotado a estratégia de focar as críticas mais duras ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, e evitado um confronto mais direto com o presidente . A estratégia, que já havia sido adotada na terça-feira, durante discurso em evento em Goiás, ficou explícita na abertura da reunião ministerial desta quarta-feira.
Rubio faz parte da ala mais radical do governo americano e integra o movimento Make America Great Again (Maga). Também é entre os membros do primeiro escalão o que tem relações mais próximas com a família Bolsonaro.
De de origem cubana, Rubio é ainda um crítico de governos de esquerda da América Latina.
— Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil, ele é um latino-americano frustrado. Ele falou ontem que está muito feliz porque eles estão conseguindo fazer a América Latina, com exceção do Brasil, da Nicarágua, de Cuba e da Colômbia, muito mais próxima dos Estados Unidos. É importante que eles saibam que conhecemos a história, que não queremos guerra, que queremos construir a narrativa verdadeira de uma relação que já dura 201 anos e que nós queremos fortalecer a nossa relação institucional com os Estados Unidos.
Durante o discurso na reuniã ministerial, Lula também lembrou declaração de Rubio sobre não considerar o Brasil um aliado. O secretário disse que a América Latina está "cheia de aliados" dos Estados Unidos, com exceção de Cuba, Venezuela, Nicarágua, Brasil e o governo colombiano de Gustavo Petro. A declaração foi dada durante um depoimento do chefe da diplomacia americana ao Comitê de Relações Exteriores do Sena
Com relação a Trump, Lula evitou ataques diretos. Disse que pretende escrever uma nova carta ao presidente americano e artigos na imprensa internacional sobre a taxação. O brasileiro afirmou que poderá ir à reunião do G7, entre os dias 15 e 17 de junho, na França, onde Trump também é esperado.
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