Poder e Governo

Lula volta a atacar Rubio e poupar Trump por novo tarifaço dos EUA contra o Brasil

Encontro reúne ministros pela segunda vez no ano e ocorre após Washington recomendar novas tarifas contra produtos brasileiros e classificar PCC e CV como organizações terroristas

Agência O Globo - 03/06/2026
Lula volta a atacar Rubio e poupar Trump por novo tarifaço dos EUA contra o Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, na manhã desta quarta-feira, uma reunião ministerial no Palácio do Planalto com membros de sua equipe de governo. O encontro ocorre em um momento de pressão externa após os Estados Unidos anunciarem novas medidas sobre o Brasil, incluindo a recomendação de tarifas sobre produtos brasileiros e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Esta é a segunda reunião ministerial realizada por Lula em 2026. A primeira ocorreu em março, após uma reforma ministerial promovida pelo governo em razão da saída de ministros que disputarão as eleições deste ano. Desde então, diversas pastas passaram a ser comandadas por novos titulares, muitos deles promovidos dos cargos de secretários-executivos.

Embora a reunião tenha sido convocada antes dos anúncios feitos por Washington, os desdobramentos da relação entre Brasil e Estados Unidos devem dominar parte das discussões. Nos últimos dois dias, o governo de Donald Trump concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Nesta quarta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) deu mais um passo e propôs uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre os preços atuais brasileiros no âmbito de uma investigação sobre trabalho proposto. Paralelamente, os EUA também classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A expectativa é que Lula aproveite o encontro para alinhar as prioridades do governo para os próximos meses e discutir estratégias políticas para o período pré-eleitoral. Pela legislação eleitoral, o presidente terá restrições crescentes para a participação em eventos e inaugurações à medida que se aproxime do calendário das eleições de outubro.