Poder e Governo
PF aponta 'almanaque de irregularidades' na gestão de investimentos do Rioprevidência
Ação desta quinta-feira mira ex-governador do Rio e dirigentes do fundo de previdência estadual
A Polícia Federal classificou a gestão de investimentos do Rioprevidência, responsável pelo pagamento de servidores aposentados do Rio de Janeiro, como um "almanaque de irregularidades". Segundo as investigações, o ex-presidente do instituto, Deivis Marcon Antunes, é apontado como peça central no suposto esquema que viabilizou aportes de cerca de R$ 3 bilhões em ações relacionadas ao Banco Master. As transferências teriam ocorrido por "interferência política indevida", e não por critérios técnicos, conforme apurou a PF.
Essas informações constam na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que autorizou, nesta quinta-feira, o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e ao ex-presidente do Rioprevidência.
"A Polícia Federal assevera que o investigado (Antunes) seria um dos agentes nomeados para praticar gestão fraudulenta, tendo operacionalizado a dinâmica de aplicações em Letras Financeiras e fundos de investimentos com um 'almanaque de irregularidades', em frontal descompasso com o interesse do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social)", destaca o despacho do ministro do STF.
Matéria em atualização.
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