Poder e Governo
Datafolha: 88% dos eleitores de Flávio Bolsonaro defendem candidatura após caso ‘Dark Horse’
Pesquisa mostra fidelidade da base bolsonarista mesmo após revelações sobre financiamento de filme
A crise desencadeada pelo caso “Dark Horse” impactou os números eleitorais de Flávio Bolsonaro, mas não abalou a lealdade de sua política de base. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 88% dos eleitores do senador defendem sua permanência na disputa presidencial de 2026, mesmo após as revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Levantamento Datafolha
O estudo, realizado nos dias 20 e 21 de maio com 2.004 entrevistados em 139 cidades, aponta que o núcleo bolsonarista permanece majoritariamente alinhado ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar do desgaste político causado pelo episódio.
Na semana passada, o site Intercept Brasil revelou que Flávio solicita recursos financeiros ao então banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória política de Jair Bolsonaro. Vorcaro, atualmente preso, comandava o Banco Master, instituição envolvida em um dos maiores escândalos recentes do sistema financeiro brasileiro.
Após negar inicialmente o episódio, Flávio avisou posteriormente o pedido de financiamento e confirmou ter sido encontrado pessoalmente com o empresário após sua prisão.
De acordo com o Datafolha, 72% dos eleitores de Flávio afirmaram ter conhecimento do caso — percentual superior aos 64% registrados no eleitorado geral. Entre seus apoiadores, 38% dizem estar bem informados sobre o episódio.
Ainda assim, o impacto político dentro da base foi limitado. Para 73% dos candidatos do senador, a confiança nele permanece inalterada. Já 54% confirmaram que Flávio manteve uma relação próxima com Vorcaro, enquanto 53% consideram correta a decisão de pedir dinheiro ao banqueiro para financiar o filme.
Os números contrastam com a percepção do eleitorado geral. Entre todos os entrevistados, 48% afirmaram que o senador deveria ter desistido da candidatura, e 64% avaliaram que ele agiu mal no episódio.
Reflexos eleitorais
Apesar da fidelidade da base, o levantamento detectou reflexos eleitorais concretos. Nas simulações de primeiro turno, Flávio caiu de 35% para 31% das intenções de voto. No segundo turno, passou de 45% para 43%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou positivamente em dois cenários: de 38% para 40% no primeiro turno e de 45% para 47% no segundo.
A pesquisa também avaliou o cenário de substituição da candidatura bolsonarista. Se Flávio deixar a disputa, Michelle Bolsonaro surge como principal alternativa entre seus candidatos.
Ela foi citada por 60% dos apoiadores de Flávio como primeira opção para assumir a candidatura. No eleitorado geral, o índice cai para 39%.
Na sequência aparecem Eduardo Bolsonaro, com 15% entre os eleitores de Flávio, além dos governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
O levantamento também evidenciou a permanência da fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre seus participantes em 2022, 92% afirmaram não ter se arrependido do voto.
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