Poder e Governo
Vaquinhas virtuais já arrecadam quase R$ 1 milhão; veja o ranking dos pré-candidatos
Quase R$ 1 milhão foi arrecadado nos primeiros quatro dias em uma das quatro plataformas autorizadas
As vaquinhas virtuais para as eleições de 2024 movimentaram quase R$ 1 milhão em apenas quatro dias, desde a última sexta-feira (15). Os pré-candidatos do recém-criado partido Missão, ligado ao MBL, e do Novo lideram o ranking de arrecadação na plataforma “Quero Apoiar”. Entre os dez que mais receberam doações, apenas dois são declaradamente de esquerda.
Renan Santos lidera arrecadação
Segundo dados da plataforma, Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Missão, foi o maior arrecadador até agora, com quase R$ 200 mil. Fundador do MBL, ele disputa o cargo presidencial pela primeira vez em 2026.
Outros destaques do ranking
Na segunda posição está o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), pré-candidato ao Senado, com cerca de R$ 145 mil arrecadados.
Entre os nomes da esquerda, Jones Manoel, pré-candidato a deputado federal pelo PSOL de Pernambuco, soma mais de R$ 90 mil em doações. Ex-militante do PCB, ele tenta uma vaga no Congresso pela primeira vez. Outro destaque é Humberto Matos (PCdoB-RS), em oitavo lugar, com pouco mais de R$ 27 mil arrecadados. Matos, professor universitário de 44 anos, já foi candidato a vereador e deputado estadual em eleições anteriores.
Ranking completo dos mais arrecadaram
Confira os valores arrecadados pelos dez primeiros colocados na plataforma:
Renan Santos (Missão) — R$ 199.345
Marcel van Hattem (Novo) — R$ 145.330
Jones Manoel (PSOL) — R$ 90.035
Gustavo Gayer (PL)
Rony Gabriel (Podemos) — R$ 46.721
Kim Kataguiri
Daniel Soranz (PSD) — R$ 45.095
Humberto Matos (PCdoB) — R$ 27.157
Renato Battista (Missão) — R$ 26.428
Victor Antoun (Missão) — R$ 20.316
Como funcionam as vaquinhas virtuais?
As vaquinhas virtuais permitem que pessoas físicas façam doações online para candidatos e partidos, prática autorizada desde 2018 e monitorada pela Justiça Eleitoral. Doações de pessoas jurídicas ou doadores estrangeiros são proibidas por lei.
Cada doação exige identificação do doador por nome completo e CPF, e as plataformas devem emitir recibos eletrônicos e atualizar em tempo real a lista pública de doações.
Para operar legalmente, as plataformas precisam ser habilitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até agora, quatro empresas receberam autorização: AppCívico Consultoria Ltda., Elegis Gestão Estratégica, GMT Tecnologia e QueroApoiar.com.br Ltda. O uso de páginas pessoais ou plataformas não homologadas é proibido. A lista de empresas habilitadas pode ser atualizada a qualquer momento pelo TSE.
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