Poder e Governo
Moraes determina prisão do último grupo de condenados por trama golpista e encerra execução das penas no STF
Entre os réus estão o ex-assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins e o general da reserva Mário Fernandes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a prisão do último núcleo de condenados pela trama golpista investigada após as eleições de 2022, encerrando a fase de execução das penas no caso.
Com a decisão, os réus passam à condição de presos definitivos, uma vez que houve trânsito em julgado das condenações, não cabendo mais recursos.
A medida atinge o general da reserva Mário Fernandes, condenado a 26 anos e seis meses de prisão; o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, sentenciado a 24 anos e seis meses; o coronel do Exército e ex-assessor de Jair Bolsonaro Marcelo Câmara, condenado a 21 anos; e o ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins, também com pena de 21 anos.
O grupo inclui ainda a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça Marília de Alencar, que recebeu pena de 8 anos e seis meses de prisão e respondia ao processo em liberdade até a determinação do cumprimento definitivo da pena. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles formavam o "núcleo dois" da trama, responsável por gerenciar as atividades da organização.
Os integrantes desse grupo foram considerados responsáveis por elaborar a chamada “minuta do golpe”, articular uma ação da PRF para dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022 e ainda planejar o chamado “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato de autoridades.
De acordo com a acusação, os bloqueios da PRF teriam sido coordenados por Silvinei, com auxílio de Marília Alencar. Mário Fernandes teria elaborado o “Punhal Verde e Amarelo” e contou com o apoio de Marcelo Câmara no monitoramento de Moraes, conforme previsto no plano.
Já Filipe Martins foi apontado como responsável por apresentar a Bolsonaro a “minuta golpista”, discutida posteriormente com comandantes das Forças Armadas.
No total, 29 pessoas foram condenadas pelo STF por participação na conspiração, cujo objetivo era impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manter Jair Bolsonaro (PL) no cargo, mesmo após a derrota eleitoral.
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