Poder e Governo
Benedita rebate dirigente do PT e afirma ter 'direito de decidir' composição de chapa ao Senado
Pré-candidata a senadora no Rio, deputada publica artigo no Brasil247 reagindo a críticas de Washington Quaquá, que barrou suplente 'envolvido em escândalos'
A deputada federal e pré-candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT), respondeu publicamente à polêmica sobre a formação de sua chapa, em meio a uma disputa interna no PT fluminense. Em artigo publicado no portal Brasil247 nesta quarta-feira, Benedita afirmou ter o "direito de decidir" sobre a composição da própria chapa, rebatendo declarações recentes do vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá.
Quaquá, que também é prefeito de Maricá, afirmou que seu grupo, majoritário no PT do Rio, vetou a indicação de Manoel Severino, ex-presidente da Casa da Moeda no primeiro governo Lula, preferido pelos aliados de Benedita para uma das duas vagas de suplente.
No artigo, Benedita destacou que a escolha dos suplementos "passa por um debate coletivo", mas destacou que também envolve "confiança" e "alinhamento de projeto".
“A composição da chapa que liderou nesta eleição passa por um debate coletivo e uma decisão política entre todas as instâncias do meu partido, porém, é importante reafirmar que esta escolha também passa – necessariamente – pelo meu direito de decidir, pois trata-se de uma decisão política que envolve confiança, alinhamento de projeto e compromisso com a nossa população”, escreveu Benedita.
A deputada também cobrou "respeito às trajetórias e à capacidade de decisão", criticando práticas que, historicamente, limitavam a autonomia de determinadas lideranças, especialmente mulheres, pessoas negras e moradores de favelas.
Em reunião do diretório estadual do PT no fim de semana, o grupo de Quaquá barrou a indicação de Severino e sugeriu como suplentes o vereador carioca Felipe Pires e o pastor e cantor Kleber Lucas, ambos com aval do prefeito de Maricá. Em nota, Quaquá afirmou ter deixado claro “desde o primeiro momento” que o acordo para apoiar Benedita previa a indicação das suplências.
"Fomos, portanto, questionados com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos. Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo", declarou o dirigente em nota.
A candidatura de Benedita ao Senado integra a aliança em torno do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que disputará o governo estadual. Ainda não está definida a segunda candidatura ao Senado pelo grupo, que terá duas vagas em disputa no Rio em 2026.
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