Poder e Governo
Tribunal dos EUA autoriza intimações a Vorcaro e empresas de luxo para investigar bens do Banco Master
Liquidante busca mapear ativos que possam ter sido ocultados no exterior
O Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida autorizou a liquidante do Banco Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, a investigar ativos da instituição no exterior. Em decisão recente, o juiz Scott Grossman manteve 24 dos 28 pedidos apresentados pela EFB entre 29 de janeiro e 19 de fevereiro deste ano, permitindo a emissão de intimações a galerias de arte, varejistas de luxo, casas de leilão e ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de provas.
“Essas intimações buscam informações de negociantes de arte, varejistas de luxo e outros, tanto em relação aos devedores quanto a outras dezesseis entidades — incluindo o Sr. Vorcaro — definidas como as ‘Partes de Congelamento de Ativos’”, destaca trecho da decisão.
A EFB pretende identificar ativos que possam ter sido ocultados e reavaliar transações financeiras realizadas entre Vorcaro — ou pessoas ligadas a ele — e as entidades intimadas.
O juiz considerou que a legislação brasileira fundamenta a investigação de partes controladoras cujos bens possam estar entrelaçados aos ativos dos devedores.
“Sob a lei brasileira, essas partes estão sujeitas a uma ou mais ordens automáticas de congelamento de ativos inseridas pelo Banco Central do Brasil em conexão com a liquidação extrajudicial dos devedores”, afirmou o magistrado.
A defesa de Vorcaro classificou a investigação como genérica e sem alvo definido, mas o juiz entendeu que Vorcaro não apresentou “causa justa” suficiente, nem detalhou como eventuais direitos à privacidade poderiam impedir a apuração de bens relevantes para a administração da massa falida do Master.
Dentre os pedidos de Vorcaro aceitos, está a aplicação da chamada “regra do processo pendente”, que limita investigações amplas quando já há litígio formal em andamento — neste caso, sobre uma mansão de US$ 32 milhões na Flórida supostamente ligada a Vorcaro.
O liquidante não poderá coletar provas de forma ampla sobre o imóvel, pois já apresentou, em 2 de março, uma queixa contra parentes de Vorcaro relacionada ao mesmo bem.
Segundo a decisão, a EFB “protocolou uma reclamação neste Tribunal contra uma das partes intimadas – a Sozo Real Estate Inc. – juntamente com Henrique M. Vorcaro (pai de Vorcaro) e Natalia Vorcaro Zettel (irmã de Vorcaro)”.
Com a decisão, a EFB poderá produzir provas relativas ao imóvel, mas deverá seguir regras mais restritas e não poderá conduzir uma investigação ampla.
A reclamação da liquidante requisita a chamada “constructive trust”, mecanismo pelo qual uma pessoa que detém determinado bem em seu nome deve transferi-lo ao verdadeiro beneficiário.
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3POLÍTICA PÚBLICA
Alagoas é o primeiro estado a aderir à Conferência Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura
-
4POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master
-
5FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão