Poder e Governo
Jogo Político: A perda de força da candidatura Zema, e como Deltan age por Flávio dentro do partido Novo
Newsletter semanal do jornalista Thiago Prado mostra que o crescimento do Missão e a estagnação nas pesquisas fazem com que o ex-governador de Minas enfrente resistência interna
Este conteúdo faz parte da newsletter , de Thiago Prado, editor de Política e Brasil do GLOBO. .
Nas últimas semanas, qualquer entrevista que Romeu Zema (Novo) dá para a imprensa passa pelo momento em que o ex-governador de Minas Gerais precisa negar que vá desistir da candidatura a presidente. Embora o seu partido também já tenha publicado seguidas notas rejeitando a possibilidade, .
Em reuniões recentes a portas fechadas em São Paulo e Brasília, as lideranças do Novo da região Sul estão começando a deixar mais claro que acham melhor caminhar nacionalmente com o partido dirigido por Valdemar Costa Neto. ; o deputado Marcel Van Hatten, pré-candidato ao Senado na chapa de Luciano Zucco (PL) no Rio Grande do Sul; e Adriano Silva, ex-prefeito de Joinville e pré-candidato a vice-governador de Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição.
Por trás da discussão conjuntural sobre o que fazer em 2026 há um debate mais profundo no Novo a respeito dos rumos do partido para o futuro depois de duas eleições presidenciais ruins — , Felipe d'Avilla recebeu 0,47%: afinal, a sigla quer ser uma linha auxiliar do bolsonarismo, como defendem Deltan, Van Hatten e Adriano Silva, ou uma alternativa na direita capaz de confrontar pontos frágeis da trajetória de Flávio e sua família?
É justamente esse ponto que anda incomodando o time de estrategistas de Zema nos últimos tempos. Eles querem liberação para atacar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não são autorizados. Depois de frequentar manifestações pela anistia de Bolsonaro e os condenados pelo 8 de Janeiro no ano passado, o ex-governador de Minas está vendo .
O Missão teve o registro homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro após o Movimento Brasil Livre (MBL) atingir a quantidade mínima de assinaturas para a abertura de um partido no Brasil. Idealizado em 2014, o MBL cresceu na esteira da operação Lava-Jato e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em março, um evento em São Paulo mostrou como a legenda está presa a menos amarras que o Novo. No lançamento da candidatura do deputado federal Kim Kataguiri (Missão) ao Palácio Bandeirantes, Renan Santos fez o que Zema está proibido — chamou Flávio de “ladrão” e “representante da direita corrupta”. O método tem surtido efeito. Cortes de vídeos como esse têm viralizado nas redes e já há, inclusive, pesquisas de intenções de votos colocando o líder do MBL à frente de Zema na corrida presidencial.
A estagnação do ex-governador de Minas nas pesquisas, com potencial de ser agravada pelo anúncio da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) a presidente, não mudou a opinião de Deltan. Para o ex-procurador da Lava-Jato, é afastar em definitivo a possibilidade de Zema ser vice da chapa do PL, uma articulação que ele próprio vem buscando.
Desde 2018, quando começaram a vir à tona denúncias envolvendo Flávio, Deltan demonstra cálculo político para evitar confrontos com o senador. Trocas de mensagens entre os procuradores da Lava-Jato publicadas pelo site Intercept em 2019 revelaram que o agora candidato pelo Novo reconhecia que as movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicavam um esquema de rachadinha na época em que o filho de Bolsonaro era deputado estadual. “É óbvio o que aconteceu”, escreveu ao comentar uma reportagem do UOL sobre repasses que Queiroz fez para Michelle Bolsonaro. No entanto, as conversas da mesma época expõem um Deltan dizendo aos colegas que preferia evitar se posicionar publicamente sobre o tema.
Desde a filiação há três anos, o ex-procurador da Lava-Jato é voz relevante nas tomadas de decisões do partido.
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"Anatomia do post"
Nesses quase dois anos de newsletter, já compartilhei demais por aqui conteúdos que me ajudaram a refletir sobre os desafios da paternidade. Desde o livro “Geração ansiosa” até o curso na internet sobre criação de filhos da psicanalista Vera Iaconelli, tudo que aparece pela frente nessa área eu devoro por ter um menino de 6 anos.
O documentário do Globoplay aborda o já bastante explorado tema do impacto da internet na vida dos jovens
O caso do menino que se suicidou depois de ser vítima de uma “sextorsão”: um celular com número da Nigéria abordou o rapaz ameaçando divulgar nudes dele. A tragédia acabou ocorrendo porque os pais do jovem tinham uma arma em casa. Eles aceitaram dar entrevista e falar do triste episódio.
O caso do menino que participou de uma audiência com : no documentário, acompanhamos os bastidores da sessão em que a magistrada aponta para o rapaz e seus pais a gravidade dele ter feito cyberbullying com um menino autista. Ao mesmo tempo que explica aos pais que o filho poderia ser preso se a vítima tivesse cometido suicídio, Cavalieri também dá o recado para o casal de que o adolescente precisa da ajuda deles.
O caso dos pais que ficam reclamando da filha que usa muito o celular: é o trecho do documentário que tenta não demonizar a tecnologia. Em uma conversa com a produção, a jovem explica que, sim, usa muito a internet, mas para pesquisar o que muitas vezes os pais falam e ela não entende. Foi indo atrás nas redes que a menina descobriu conceitos da psicologia e psiquiatria.
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