Poder e Governo
Presidente do PL sugere Ronaldo Caiado como possível vice de Flávio Bolsonaro
Ex-governador de Goiás criticou senador e pré-candidato por não ter experiência no Executivo; Valdemar da Costa Neto sugeriu também que Caiado disputasse vaga no Senado
O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira que Ronaldo Caiado (PSD) pode ser uma opção de vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada pelo senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada em entrevista ao site Metrópoles, após questionamento sobre possíveis alianças para a disputa presidencial de 2026.
Valdemar também sugeriu que o ex-governador de Goiás poderia reconsiderar uma candidatura ao Planalto e disputar uma vaga no Senado Federal pelo estado:
– Sim. O Caiado está preparado para tudo. Por isso, acho que ele pode inclusive voltar ao estado dele e ser candidato ao Senado. Não estou dizendo que eles estão enganando ninguém. O Caiado é nosso parceiro, é da direita. Vamos ficar juntos. Agora, eu gostaria que todos estivéssemos juntos no primeiro turno — afirmou Valdemar, acrescentando que ainda não houve conversas formais sobre a possibilidade de Caiado integrar a chapa de Flávio Bolsonaro. — Não tivemos essa conversa ainda. O Flávio está andando da maneira que ele tem de andar. Ele tem de ir devagar. Essa eleição só não ganhamos se errarmos.
O nome de Ronaldo Caiado foi oficializado como escolha do PSD para disputar a Presidência da República nesta segunda-feira, após a resistência de Ratinho Júnior. Durante o anúncio na sede do partido, em São Paulo, Caiado criticou o PT e alfinetou Flávio Bolsonaro, seu provável adversário pelo eleitorado de direita. O ex-governador destacou a necessidade de experiência no Executivo para governar o país.
— Difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país. Ganhar não é uma dificuldade maior, e vamos ganhar. Mas (quem ganhar) vai saber governar, ou vai aprender a governar na cadeira? — questionou, ressaltando seu histórico como governador.
Em outro momento, a Caiado reforçou a importância do equilíbrio e da experiência para a carga:
— O ímpeto da idade, às vezes, ultrapassa o momento de equilíbrio. E não se governa com decreto, mas dialogando, sentando à mesa. Não se governa com queda de braço. (...) Na democracia tem que se conviver harmonicamente. O que precisa é de experiência. Não cabe a improvisação neste momento — concluída.
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