Poder e Governo
Messias busca apoio no Senado após confirmação de indicação ao STF por Lula
Palácio do Planalto oficializa envio do nome do chefe da AGU ao Senado, quatro meses após anúncio de Lula
O chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta terça-feira que retomará o diálogo com senadores após a confirmação do envio de sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A oficialização ocorre quatro meses depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar o nome do ministro para a vaga na Corte, em substituição a Ricardo Lewandowski. Lula comunicou a decisão aos ministros de seu governo e, segundo relatos, cobrou empenho do próprio Messias e dos demais auxiliares para garantir a aprovação do nome do chefe da AGU.
Em nota divulgada à imprensa nesta tarde, Messias afirmou que dará continuidade à sua jornada no Senado "com humildade e fé". “Buscarei novamente o diálogo com todos os senadores e senadoras, pois este é um momento que exige entendimento”, declarou.
De acordo com apoiadores, Messias já conversou com 75 dos 81 senadores desde que seu nome foi anunciado. Agora, deve intensificar ainda mais esse diálogo. Ainda na nota, Messias reforçou seu compromisso com a pacificação e a estabilidade institucional: “Como profissional do direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais”, afirmou.
Lula anunciou o nome de Messias para o STF em 20 de novembro, contrariando preferências do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da cúpula da Casa, que apostavam em Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Desde então, houve distanciamento entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto, além de críticas públicas do senador ao governo federal — Alcolumbre foi um dos principais articuladores da governabilidade do Executivo no Congresso durante o atual mandato de Lula.
O presidente do Senado chegou a marcar a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para 10 de dezembro, prazo considerado apertado pelos governistas. Diante da resistência e de um cenário desfavorável, o Planalto optou por adiar o envio formal da mensagem presidencial, como estratégia para ganhar tempo. Agora, com o envio da mensagem, espera-se que o rito regimental seja destravado.
Ainda não há definição sobre quando a sabatina será realizada. Alcolumbre já havia sinalizado ao governo que o processo poderia ficar para depois das eleições de outubro. No entanto, aliados do senador afirmam que há possibilidade de revisão desse cronograma e que o senador não rompeu completamente com o Planalto. Um interlocutor próximo de Alcolumbre defende que o governo busque um diálogo franco com o presidente do Senado.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou em entrevista à GloboNews que acredita que Lula comunicou a decisão do envio da mensagem a Alcolumbre.
— O presidente conversa com frequência com os dois presidentes, da Câmara e do Senado. Acredito, sim, que nessas conversas recentes com Alcolumbre ele tenha reafirmado o envio do nome do Messias. O presidente não me relatou isso, mas como ele fala com frequência com Alcolumbre, deve ter informado a ele que o nome seria enviado — disse Rui Costa.
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