Poder e Governo

Ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, se filia ao PP e pode disputar vaga ao Senado

Felipe Curi assinou ficha do partido para concorrer a deputado federal, mas aliados não descartam possível candidatura ao Senado.

Agência O Globo - 31/03/2026
Ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, se filia ao PP e pode disputar vaga ao Senado
Felipe Curi

O delegado Felipe Curi , ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, oficializou nesta terça-feira sua filiação aos Progressistas (PP). O acordo firmado com o presidente estadual do partido, Doutor Luizinho, prevê a candidatura de Curi a deputado federal nas eleições deste ano. Apesar disso, ele segue sendo um dos nomes cotados para substituir o ex-governador Cláudio Castro (PL) em uma eventual disputa pelo Senado.

Curi chegou a ser cogitado pelo PL, mas optou por integrar outro partido da base governista fluminense. O delegado tinha expectativa de ser escolhido pelo PL para concorrer ao governo do estado, mas a possibilidade foi descartada após o senador e o presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarar apoio à pré-candidatura de Douglas Ruas pelo partido.

Até o momento, o PP já indicou o candidato a vice na chapa de Ruas — o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa —, além de integrar a coligação governista com a indicação do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, como pré-candidato ao Senado. Canella é filiado ao União Brasil, partido que formou federação com o PP para as eleições deste ano.

A segunda vaga ao Senado na chapa foi reservada para Cláudio Castro. No entanto, a sua permanência é incerta após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) torná-lo inelegível por oito anos, em julgamento na semana passada, devido à denúncia por abuso de poder político e económico nas eleições de 2022, envolvendo contratações irregulares pela fundação Ceperj.

Mesmo com a reportagem, Castro pretende lançar sua candidatura ao Senado sub judice, enquanto recorre ao TSE para tentar reverter os efeitos da decisão. O PL, no entanto, avalia os riscos de anulação dos votos, caso a inelegibilidade seja mantida. Diante desse cenário, cresce a possibilidade de o ex-governador ser substituído por outro nome na chapa.