Poder e Governo
Caiado lança pré-candidatura à Presidência, critica polarização e promete anistia a Bolsonaro
Governador de Goiás é escolhido por Kassab após desistência de Ratinho Junior e mira pacificação do país
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi apresentado oficialmente como pré-candidato do PSD à Presidência da República nesta segunda-feira (data a ser atualizada). Durante o evento, Caiado prometeu "desativar" a polarização política no país ao propor uma anistia "ampla, geral e irrestrita" que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"O Brasil não suporta mais viver uma situação que tem sido constante nos últimos anos. Posso afirmar que a polarização não é um traço da política nacional, mas sim sustentada por um projeto político de quem se beneficia dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é parte dela. É o que pretendo fazer chegando à Presidência", declarou Caiado. "Não entramos no jogo ainda. Vamos para o debate. Bolha foi feita para ser rompida."
O governador afirmou que concederia a anistia como primeiro ato no cargo, ressaltando que a medida dependeria de aprovação no Congresso Nacional:
"Meu objetivo é pacificar o Brasil ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, dando mostras de que, a partir dali, vou cuidar das pessoas."
Caiado destacou a estrutura do PSD para concorrer em outubro e rejeitou a pecha de radical, embora reconheça sua trajetória política. Aproveitou ainda para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e direcionar acenos ao agronegócio e àqueles que cobram medidas mais duras contra o crime organizado.
"O agro era um setor que não era pop, nem era tech, e o Caiado já o defendia desde 1976. Hoje, sem dúvida, é o setor mais competitivo do país, que mostra o que existe de mais moderno e com respeito ao meio ambiente. (...) Ninguém atinge a aprovação que tenho em Goiás sendo radical. Sou uma pessoa que aprendi a cuidar de vidas. Um homem que acredita na ciência, na pesquisa, no avanço tecnológico", afirmou.
No encerramento do discurso, Caiado alfinetou Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato à Presidência, ao sugerir que um bom governo é fundamental para inviabilizar o PT no futuro:
"Difícil é governar para o PT não ser mais opção no país. Ganhar não é a maior dificuldade, e vamos ganhar. Mas (quem ganhar) vai saber governar, ou vai aprender a governar na cadeira?"
Caiado foi escolhido pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, na semana passada. Ele superou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, na disputa interna.
Para concorrer, Caiado deverá renunciar ao segundo mandato como governador até o dia 4 de abril, conforme exige a legislação eleitoral. Ele já foi deputado federal por cinco mandatos, senador e disputou a Presidência pela primeira vez em 1989.
Em pesquisa Datafolha recente, Caiado registrou 4% das intenções de voto no cenário em que foi testado, ficando distante do presidente Lula, com 39%, e de Flávio Bolsonaro, que alcançou 33%.
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