Poder e Governo
Filiação de Tebet ao PSB é considerada certa; indefinição marca segunda vaga ao Senado e escolha de vice em chapa de esquerda
Ministra do Planejamento ocupará uma das vagas ao Senado, enquanto Haddad deve disputar o governo de São Paulo; futuro de Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) segue indefinido
Com a movimentação de Simone Tebet e a sinalização do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a chapa da esquerda em São Paulo começa a tomar forma. No entanto, ainda persistem indefinições quanto a cargos-chave, como a vice-governadoria e a segunda vaga ao Senado.
A filiação de Tebet ao PSB é tida como certa por integrantes do partido ouvidos pelo GLOBO, e a expectativa é que a oficialização aconteça nas próximas semanas. Isso porque o MDB, sigla pela qual Tebet está atualmente filiada, apoiará a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo paulista e não fará parte do palanque petista no estado. Nesse contexto, sua candidatura depende da mudança de partido.
De saída:
A ida da ministra para o PSB foi resultado de um acordo entre a legenda e o presidente Lula (PT), que busca fortalecer o palanque em São Paulo tanto na disputa pelo governo estadual quanto pelo Senado, considerada prioridade para a esquerda neste ano. Natural do Mato Grosso do Sul, Tebet transferirá seu domicílio eleitoral para São Paulo para concorrer. Ela deve deixar o Ministério do Planejamento até o fim do mês.
Ao confirmar a candidatura, Tebet afirmou ter "aceitado a missão" após pedido do presidente e do vice, Geraldo Alckmin (PSB). Já Haddad deixará a Fazenda na próxima semana, e a expectativa é que um evento em São Paulo, com a presença de Lula, marque sua saída e a oficialização da pré-candidatura.
A chapa, entretanto, ainda não está completa, e o destino de outros dois ministros de Lula segue indefinido: Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede). Nos bastidores, França, ministro do Empreendedorismo, pleiteia a segunda vaga ao Senado, e seu futuro depende de uma conversa com Lula, ainda não realizada.
Aliados de França argumentam que sua "experiência em São Paulo" deve pesar a favor, já que governou o estado em 2018 e disputou o governo naquele ano, sendo derrotado por João Doria no segundo turno. Uma ala do PSB admite ser "difícil" que o partido fique com as duas candidaturas ao Senado, mas outra parte defende essa possibilidade, argumentando que a filiação de Tebet ocorre justamente em razão de um "acerto com o governo federal" e que a chegada da ministra não deveria impedir a escolha de França.
Outra possível mudança partidária envolve Marina Silva, também cotada para o Senado. Atualmente na Rede, partido que ajudou a fundar e que enfrenta divisões internas, Marina é esperada por petistas paulistas no PT, mas também recebeu convite para integrar o PSB, em articulação liderada pela deputada Tabata Amaral. Essa filiação, contudo, é considerada improvável, e o destino de Marina segue indefinido. Outra opção seria permanecer na Rede, já que, em janeiro, ela obteve decisão judicial favorável numa disputa interna com Heloísa Helena.
Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, o cenário para a segunda vaga ao Senado segue indefinido, embora França e Marina sejam os favoritos. Muitos acreditam que a decisão será tomada somente em abril.
A escolha do vice de Haddad também permanece em aberto, e tanto França quanto Marina estão entre os principais cotados. Há possibilidade de o PSB ficar com o cargo, mas a decisão final deve ser de Haddad. Um aliado do ministro destacou que "é necessário haver afinidade entre os dois", ressaltando que "não se trata apenas de uma decisão partidária".
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