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Moraes autoriza permanência de Michelle durante internação de Bolsonaro no hospital e visitas de Flávio e Carlos

Agência O Globo - 13/03/2026
Moraes autoriza permanência de Michelle durante internação de Bolsonaro no hospital e visitas de Flávio e Carlos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça no como acompanhante do ex-presidente Jair Bolsonaro no período em que ele ficar internado no hospital. A decisão permite ainda que ele receba as visitas dos filhos e da enteada.

Poderão visitar Bolsonaro o senador Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, além da filha e da enteada.

Malu Gaspar:

Decisão:

Bolsonaro foi levado a um hospital após passar mal durante a madrugada, com febre, crises de vômito e queda na saturação. Relatório do hospital DF Star aponta "broncopneumonia aguda de provável origem aspirativa".

Segundo Flávio, o ex-presidente apresentou sintomas ao acordar e precisou ser encaminhado para atendimento médico. “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez”, escreveu o senador na postagem.

De acordo com o relato, as informações preliminares indicam que Bolsonaro acordou com calafrios e episódios intensos de vômito. Familiares do ex-presidente receberam a informação de que ele apresentou queda na oxigenação do sangue e houve a avaliação de que as instalações médicas da Papudinha não seriam suficientes para atendê-lo nesta condição, por isso foi decidida a remoção para o hospital.

Na decisão, Moraes estipula ainda que a Polícia Militar providencie a "vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 (vinte e quatro) horas por dia, mantendo, no minimo 2 (dois) policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital".

Moraes proibou ainda a entrada de celulares ou outros dispositivos no quarto.

Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela Papudinha, afirmou que o ex-presidente deixou o local para "atendimento médico e que informações adicionais serão divulgadas pela equipe médica".

O advogado Paulo Cunha Bueno, que integra a defesa de Bolsonaro voltou a defender a prisão domiciliar e citou o caso do ex-presidente Fernando Collor, que está cumprindo a pena em casa por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

"A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do Presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente. A situação de hoje, que traz um sintoma grave, foi reiteradamente vaticinada inclusive em laudos recentes que instruíram o último pedido de prisão domiciliar, o qual foi sumariamente negado pelo Ministro relator", escreveu em publicação nas redes sociais.

Jair Bolsonaro enfrenta desde 2018 uma série de problemas de saúde relacionados ao atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial daquele ano. Desde então, o ex-presidente já passou por diferentes internações e procedimentos médicos para tratar complicações decorrentes do ferimento abdominal.

Domiciliar negada

No início do mês, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou mais um pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O magistrado ressaltou a “total adequação” da Papudinha, onde Bolsonaro está custodiado, às necessidades médicas do ex-presidente. “Condições plenamente satisfatórias do cumprimento da pena”, anotou o ministro.

Moraes chegou a citar a “grande quantidade de visitas” de deputados, senadores, governadores e figuras públicas que Bolsonaro recebe como um comprovante da “intensa atividade política” do ex-presidente, ainda que preso. Na visão do ministro, tal rotina corrobora atestados da “boa condição de saúde física e mental” do ex-mandatário.