Poder e Governo
Em carta divulgada por Michelle, Bolsonaro confirma apoio a Marcos Pollon ao Senado por MS
Ex-primeira-dama visitou o ex-presidente na prisão neste sábado; no texto, Bolsonaro afirma que 'brevemente' divulgará lista de outras candidaturas do PL
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou neste sábado (28) uma carta assinada por Jair Bolsonaro (PL), na qual o ex-presidente confirma apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) na disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul.
Michelle divulgou a carta em suas redes sociais após visitar Bolsonaro, que está detido na Papudinha. No texto, o ex-presidente afirma que "brevemente" irá divulgar a lista dos pré-candidatos do PL ao Senado em todo o Brasil.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já havia antecipado nesta semana que as candidaturas ao Senado passariam pelo crivo de Bolsonaro, enquanto ele também deverá opinar sobre os nomes para governos estaduais.
"Adianto que, por Mato Grosso do Sul, pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon", escreveu Bolsonaro na carta.
Na postagem, Michelle confirmou a informação e destacou a esposa de Pollon, Naiane Bittencourt, como alguém que “esteve ao seu lado na construção do PL Mulher”. O próprio Pollon compartilhou a publicação em suas redes sociais logo em seguida.
Além de Pollon, outros nomes do PL vinham sendo cogitados para a disputa ao Senado, como Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL), e a situação vinha sendo debatida internamente pelo partido.
Nesta semana, circulou uma anotação com a frase: “pediu 15 mi p/ não ser candidato”. Pollon negou ter feito qualquer solicitação nesse sentido. A anotação surgiu em meio a discussões sobre pesquisas e viabilidade local, evidenciando que a direção nacional acompanha de perto disputas consideradas estratégicas.
Questionado sobre a anotação, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que os registros foram feitos durante reuniões e não representam decisões consolidadas.
— Ontem tive várias reuniões para tratar de diversos estados e fazia anotações no papel. Em algum momento, alguém fotografou minhas anotações, mas não eram opiniões minhas, e sim sugestões de terceiros — disse Flávio. — Uma pessoa que conversou comigo disse que ele pediu R$ 15 milhões, mas isso nunca aconteceu.
Em entrevista na terça-feira, o senador declarou que as composições estaduais vêm sendo discutidas “há mais de um ano” e que nenhuma decisão é tornada pública sem o aval do ex-presidente. Segundo ele, o PL poderá lançar até 11 candidaturas próprias aos governos estaduais e, diferente de 2022, haverá maior envolvimento da direção nacional na definição dos palanques.
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