Poder e Governo
Lulinha se coloca à disposição do STF para prestar esclarecimentos na investigação do INSS
Defesa do filho do presidente solicita acesso ao inquérito sigiloso que apura supostas irregularidades
A defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso aos autos do inquérito que apura supostas irregularidades em descontos do INSS.
Lulinha não foi alvo de nenhuma fase da Operação Sem Desconto, mas teve seu nome citado por uma testemunha, que afirmou que ele teria atuado junto ao lobista Antônio Camilo Antunes, o "careca do INSS", para destravar negócios no Ministério da Saúde.
De acordo com nota do advogado Guilherme Suguimori, Lulinha se colocou à disposição do STF para prestar “qualquer esclarecimento eventualmente necessário”, desde que tenha acesso prévio às informações da investigação, que segue sob sigilo.
“Apesar de Fábio Luís não ter sido alvo da operação 'Sem Desconto', nem objeto de medidas ou restrições judiciais, entendemos ser necessário pedir ao STF acesso aos autos após a publicação de seguidas matérias de teor acusatório e difamante, contendo trechos isolados do inquérito sigiloso”, diz a defesa.
“Ao fazer o pedido, Fábio também se colocou à disposição do tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário, o que poderá fazer após a concessão de acesso”, acrescenta o comunicado.
A defesa ainda reiterou que Lulinha não tem qualquer relação com fraudes no INSS, não participou de desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa.
Possível delação
Alguns investigados na Operação Sem Desconto estão negociando acordos de delação premiada com a Polícia Federal, ainda não homologados pelo STF. Entre eles está o ex-procurador do INSS, Virgílio Oliveira Filho, suspeito de envolvimento no suposto esquema de descontos indevidos a aposentados e pensionistas. Virgílio está preso desde novembro de 2025.
A informação sobre a colaboração de Virgílio foi revelada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo GLOBO.
No fim do ano passado, a Polícia Federal informou ao STF que investigava citações a Lulinha no inquérito. Segundo a representação, os investigadores afirmaram que o filho do presidente "em tese, poderia atuar como sócio oculto" do careca do INSS.
A PF, porém, ressaltou que não há indícios de que Lulinha esteja diretamente envolvido nas condutas relativas aos descontos associativos fraudulentos. O relator do caso no STF é o ministro André Mendonça. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO.
Em outro episódio, o GLOBO relatou que pessoas próximas a Lulinha discutiram com o careca do INSS a possível dispensa de licitação para fornecimento de medicamentos à base de cannabis ao Ministério da Saúde — contrato que não avançou.
A PF também apura se, além das ações no INSS, o careca do INSS tentava ampliar sua rede de negócios para outros órgãos públicos, como o Ministério da Saúde.
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