Poder e Governo

Gonet se reúne com Lula no Planalto para discutir investigações em meio à suspeição de Toffoli no STF

Na conversa, Lula defendeu que investigações envolvendo bancos e bets sejam conduzidas "com rigor e de forma técnica"

Agência O Globo - 12/02/2026
Gonet se reúne com Lula no Planalto para discutir investigações em meio à suspeição de Toffoli no STF
O procurador-geral Paulo Gonet - Foto: Reprodução

Em meio ao debate sobre a possível suspeição do ministro Dias Toffoli no caso Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no Palácio do Planalto. Segundo interlocutores, Lula enfatizou a necessidade de que investigações sobre supostas irregularidades cometidas por bancos e casas de apostas sejam conduzidas com rigor e de forma técnica.

O Palácio do Planalto confirmou o encontro, realizado fora da agenda oficial do presidente, mas não divulgou detalhes da conversa. A reunião ocorreu após a Polícia Federal encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório indicando suspeição de Toffoli, relator do processo que envolve o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Nesta quinta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, encaminhou a Paulo Gonet o pedido fundamentado da PF, cabendo ao procurador-geral se manifestar sobre o caso. Antes disso, o próprio Toffoli rejeitou o pedido de suspeição, classificando as informações da PF como "ilações".

Gonet já analisava outros dois pedidos de suspeição contra Toffoli, que podem resultar em seu afastamento da relatoria do caso Master. Além do relatório da PF, há solicitações dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE).

Durante a reunião, Lula, conforme relatos, reiterou a importância de que investigações sobre o sistema financeiro sejam realizadas com independência, rigor técnico e imparcialidade. Além do inquérito relacionado ao Banco Master, a Polícia Federal deflagrou recentemente operações que investigam possíveis irregularidades em instituições financeiras e eventuais conexões com o crime organizado. Entre elas, destacam-se as operações Carbono Oculto, Barco de Papel, Spare, Quasar e Tank.

Dias Toffoli iniciou sua trajetória pública em cargos ligados ao PT e foi indicado ao STF em 2009, no segundo mandato de Lula, após exercer a função de Advogado-Geral da União durante o governo petista.