Poder e Governo
Nikolas afirma que não se reuniu com Flávio Bolsonaro para discutir eleições em Minas
No estado, vice-governador Matheus Simões deve disputar o Executivo e aguarda aval do PL
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que ainda não se encontrou com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, para receber orientações sobre seu papel nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast "Ticaracaticast", após especulações de que Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teria intenção de lançá-lo ao governo de Minas Gerais. Enquanto isso, o vice-governador Matheus Simões aguarda o apoio do PL para sua candidatura ao Executivo estadual.
“Não encontrei com ele [Flávio], a gente não teve ainda uma reunião de diretriz para definir a maneira como vou colaborar no que for necessário. Quem vai assumir o controle? Tem alguém que vai fazer a estratégia da campanha? Bicho, não sei”, afirmou Nikolas. “O que tem que ser deixado muito claro é que eu não faço parte do planejamento do governo e da campanha dele.”
O parlamentar também comentou sobre críticas vindas da direita, dizendo que, “muitas vezes”, as pessoas superestimam seu poder de influência. No início da semana, Nikolas negou articulações para disputar o Executivo mineiro e afirmou que o PL busca um nome para a disputa, colocando em dúvida o apoio a Simões.
“Vou para a reeleição no Congresso. Agora, mais do que nunca, está provado que minha voz em âmbito nacional é muito importante. E estamos trabalhando para achar um nome para o governo de Minas”, declarou Nikolas ao portal Metrópoles.
A declaração também foi compartilhada pelo deputado no X (antigo Twitter), destacando o trecho sobre sua reeleição à Câmara com emojis de sinal positivo e bandeira do Brasil. Desde o ano passado, Nikolas já sinalizava que a hipótese de concorrer ao governo estava fora de seus planos. Entre aliados de Simões, sua candidatura é considerada remota, mas ainda vista como ameaça ao projeto do vice-governador de se consolidar como o principal nome da direita no estado.
Na composição da chapa, Simões pretende reservar ao PL a vaga ao Senado, conforme acordo firmado com Jair Bolsonaro no ano passado. Entre os cotados para a vaga, estão o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), presidente do diretório estadual, e o pastor Edésio de Oliveira, pai de Nikolas.
“O presidente Bolsonaro, na última reunião comigo em Belo Horizonte, logo antes de ser preso, afirmou publicamente que queria uma vaga do Senado na minha chapa para o PL. Essa posição está aberta e à disposição do PL desde então. Os presidentes Valdemar, Domingos Sávio e José Santana sabem disso. O deputado Nikolas também. Acredito que seja o desenho que faz mais sentido para o PL em Minas”, disse Simões ao jornal O Globo.
Simões também afirmou que a indicação do candidato a vice em sua chapa deve ficar a cargo do governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência. No Novo, são cotados nomes como a vereadora Fernanda Altoé, amiga pessoal de Simões; o ex-deputado Tiago Mitraud, reconhecido pelo perfil técnico; e Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis e irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Gleidson, que tem se destacado nas pesquisas à frente de Simões, declarou ao Globo que aceitaria disputar o governo de Minas, mas apenas se seu irmão não for candidato.
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