Poder e Governo

'No meu palanque sobe quem eu quiser': PT e PDT têm atrito após Lupi ser desmentido sobre alianças estaduais

Dirigente do PDT afirmou ter apoio do PT em MG, RS e PR, mas informação foi negada pela equipe de Edinho Silva

Agência O Globo - 05/02/2026
'No meu palanque sobe quem eu quiser': PT e PDT têm atrito após Lupi ser desmentido sobre alianças estaduais
'No meu palanque sobe quem eu quiser': PT e PDT têm atrito após Lupi ser desmentido sobre alianças estaduais - Foto: Reprodução / Instagram

PT e PDT protagonizaram um novo capítulo de divergências quanto à formação de alianças estaduais para as próximas eleições. A controvérsia ganhou força após Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, divulgar em suas redes sociais um encontro com Edinho Silva, presidente do PT, e afirmar que teria recebido apoio petista às candidaturas do partido no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. A declaração, no entanto, foi prontamente desmentida pelo diretório petista.

Na publicação, Lupi destacou que teria “reafirmado a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula” e que recebeu “a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola no RS, de Alexandre Kalil em MG e de Requião Filho no PR”. O dirigente ainda acrescentou: “Com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos“.

Poucas horas depois, o PT divulgou nota oficial esclarecendo que o encontro entre os presidentes das siglas foi “um diálogo de alto nível sobre a reeleição do presidente Lula”, mas sem definição sobre palanques estaduais. Segundo a nota, “as definições sobre as candidaturas seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais”.

A repercussão gerou resposta de Alexandre Kalil, pré-candidato ao governo de Minas pelo PDT. Em publicação no X, Kalil desabafou: “eleição é um saco”. E acrescentou: “No meu palanque só sobe quem eu quiser”. Em Minas Gerais, o PT ainda não definiu sua estratégia, dividindo-se entre apoiar Kalil, lançar candidatura própria ou apoiar o senador Alexandre Silveira (PSD), nome preferido pelo presidente Lula.

No Rio Grande do Sul, a disputa segue entre Juliana Brizola (PDT), neta de Leonel Brizola, e Edegar Pretto (PT), presidente da Companhia Nacional de Abastecimento. Ambos demonstram abertura ao diálogo, mas resistem a ceder a cabeça de chapa.

Já no Paraná, a aliança entre PT e PDT está formalizada. No final do ano passado, o diretório estadual petista anunciou apoio à candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo e sinalizou que Enio Verri, então pré-candidato do partido e atual presidente da Itaipu Binacional, concorreria ao Senado. No mês passado, o PT abriu mão da vaga para facilitar o acordo.