Poder e Governo
Defesa de Bolsonaro relata agravamento de saúde e cobra laudo médico para análise de prisão domiciliar
Advogados afirmam que ex-presidente voltou a apresentar episódios de soluço e crises de vômito
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o quadro de saúde do ex-mandatário se agravou nos últimos dias. Os advogados solicitaram que a Polícia Federal seja intimada, com urgência, a anexar o laudo médico elaborado por junta pericial da corporação, considerado fundamental para a análise do pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária.
Segundo a defesa, Bolsonaro apresentou recentemente episódios de vômito e uma crise acentuada de soluços, indicando um estado de saúde “fragilizado”. Apesar disso, o laudo da perícia médica realizada pela Polícia Federal ainda não foi incluído nos autos, mesmo após o término do prazo de dez dias determinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
“Dessa forma, considerando o esgotamento do prazo fixado por Vossa Excelência, o já amplamente delineado estado de saúde fragilizado do Peticionário — o qual, inclusive, apresentou piora nos últimos dias, com o surgimento de episódios eméticos e crise de soluços acentuadas — requer-se seja determinada a intimação da Superintendência da Polícia Federal, na pessoa de seu responsável, para que proceda, com a máxima urgência, à juntada do laudo pericial aos autos”, afirmam os advogados. Episódios eméticos, em linguagem médica, referem-se a episódios de vômitos.
A perícia foi realizada em 20 de janeiro por médicos da Diretoria Técnico-Científica da PF, após decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a avaliação como etapa prévia à reanálise da necessidade de concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias. A defesa argumenta que, com o prazo já expirado, a ausência do laudo impede a manifestação do assistente técnico indicado pelos advogados e, consequentemente, o avanço da análise do pedido.
Na petição encaminhada ao STF, os advogados requerem que a Superintendência da Polícia Federal em Brasília seja intimada a proceder “com a máxima urgência” à juntada do laudo pericial, permitindo a apresentação de parecer técnico e a avaliação do relator sobre a necessidade da medida humanitária.
Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha". Ele foi condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
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