Poder e Governo
Lula oficializa saída de Lewandowski da Justiça e nomeia ministro interino
Secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida assume comando da pasta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta sexta-feira a exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, conforme publicação no Diário Oficial da União. O então secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, assumirá interinamente o comando da pasta.
A saída foi formalizada por Lewandowski em carta entregue a Lula na quinta-feira. No documento, o ministro afirma que motivos pessoais e familiares motivaram seu pedido de exoneração.
“Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026”, escreveu Lewandowski.
Na carta, ele destaca ainda ter exercido suas funções com "zelo e dignidade", exigindo de si e de sua equipe "o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos".
"Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País — depois de aposentar-me como Ministro do Supremo Tribunal Federal — sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros. Agradecendo o permanente estímulo e apoio com que fui honrado ao longo desses quase dois anos à frente da Pasta, aproveito o ensejo para reiterar minha manifestação de elevado apreço e distinta consideração", concluiu Lewandowski.
Lula ainda não definiu o substituto definitivo para o Ministério da Justiça. Entre os nomes cotados estão o advogado-geral da Petrobras, Welligton Cesar Lima e Silva, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Antes de assumir a secretaria-executiva do MJ, Manoel Carlos foi diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) por oito anos. Também atuou como procurador-geral municipal, secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em 2014, tornou-se secretário-geral do Supremo Tribunal Federal (STF). Próximo a Lewandowski, foi assessor do ministro na Corte e, posteriormente, integrou sua equipe no Ministério da Justiça.
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