Poder e Governo
Lindbergh rebate Hugo Motta e acusa presidente da Câmara de agir na surdina
Chefe da Câmara havia anunciado mais cedo rompimento com o líder do PT; tensão cresce no Legislativo
Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, respondeu publicamente às declarações de Hugo Motta e acusou o presidente da Casa de agir "na surdina" e de forma errática na condução de propostas no Legislativo. Por meio de uma rede social, Lindbergh afirmou que a chamada "crise de confiança" entre Motta e o governo "tem mais a ver com as escolhas" que o próprio presidente da Câmara tem feito.
“Se há uma crise de confiança na relação entre o governo e o presidente da Câmara, isso tem mais a ver com as escolhas que o próprio Hugo Motta tem feito. Ele que assuma as responsabilidades por suas ações e não venha debitar isso na minha atuação como líder da Bancada do PT”, publicou Lindbergh.
Mais cedo, Motta anunciou o rompimento de relações com o líder do PT. O desgaste entre ambos já vinha se acentuando após episódios recentes, como a tensão em torno do PL Antifacção, cuja relatoria Motta entregou à oposição. Integrantes da Mesa Diretora relatam que a crise se agravou nas últimas semanas.
De acordo com pessoas próximas ao presidente da Câmara, Motta considera que Lindbergh atua de maneira errática, não cumpre acordos de votação e tenta transferir para a presidência da Casa responsabilidades que seriam da própria articulação do Planalto.
O estremecimento entre Motta e Lindbergh ocorre em um momento em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-PB), também rompeu com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), após a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Interlocutores de Alcolumbre afirmam que a crise não se deve ao nome indicado, mas à condução do processo, já que boa parte do Senado preferia Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Segundo aliados, Alcolumbre descreve internamente um “ponto de virada” na relação com o Planalto: haveria “um Davi antes e um Davi depois” da escolha, e o rompimento com Jaques “é definitivo, pessoal e institucional”.
Esses rompimentos na cúpula do Congresso com dois dos principais articuladores do Planalto acontecem em um momento especialmente sensível para o Executivo. O governo ainda não conseguiu votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) — etapa essencial para o avanço do Orçamento de 2026 — e terá de negociar, ao mesmo tempo, outros projetos de grande impacto fiscal e político.
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