Poder e Governo
Partido Novo mira dissidências do PL de olho na eleição de 2026
Sigla aposta em insatisfeitos do partido de Bolsonaro para fortalecer candidaturas competitivas ao Congresso nas regiões Sul e Sudeste
O Partido Novo intensifica a busca por dissidências no PL para impulsionar seu desempenho nas eleições de 2026. Após uma redução significativa em sua bancada nos últimos ciclos eleitorais, a legenda aposta em parlamentares insatisfeitos com o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, visando fortalecer candidaturas competitivas ao Congresso, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
Em Santa Catarina, o Novo aguarda a filiação da deputada Caroline de Toni, em meio ao racha no PL local provocado pela decisão do vereador carioca Carlos Bolsonaro de disputar o Senado pelo estado. A parlamentar já sinalizou a aliados que se sente "obrigada" a deixar o PL por falta de espaço na chapa majoritária.
A troca do PL pelo Novo já ocorreu com o deputado e ex-atleta olímpico Luiz Lima (RJ), que se filiou à legenda em abril deste ano. Ele classificou o movimento como uma "volta para casa", citando divergências internas no antigo partido.
— Na época, conversei com o presidente Jair Bolsonaro e continuo muito grato a ele por ter me elegido deputado em 2022, mas agora estou satisfeito em estar no Novo por conta da coerência que o partido mantém como oposição ao governo Lula — afirmou Lima, que disputará a reeleição.
No ano passado, o deputado Ricardo Salles (SP) também retornou ao Novo, quatro anos após ter sido expulso por assumir o Ministério do Meio Ambiente no governo Bolsonaro. Salles deixou o PL após ser preterido na disputa pela prefeitura de São Paulo em 2024, quando a legenda apoiou a reeleição de Ricardo Nunes (MDB).
Salles anunciou o retorno ao Novo com o objetivo de concorrer ao Senado em 2026, mas não descarta disputar o governo paulista caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) decida se lançar à Presidência.
O Novo viu sua bancada na Câmara cair de oito para três deputados entre 2018 e 2022. Com isso, perdeu acesso ao tempo de propaganda na TV e ao fundo partidário por não atingir a cláusula de barreira.
Para 2026, a legenda precisará eleger ao menos 13 deputados federais distribuídos por um terço dos estados, ou obter 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos por um terço ou mais das unidades da federação, com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada uma.
No sentido oposto, o recém-criado partido Missão, que recebeu aval do Tribunal Superior Eleitoral na semana passada, mantém distância de nomes ligados a Bolsonaro.
— Essas pessoas querem expressar o bolsonarismo delas em outra legenda, e elas não vão poder fazer isso no nosso partido. Somos nem Lula, nem Bolsonaro. Aqui, elas teriam que construir um projeto novo dentro do campo da direita — afirmou Renan Santos, presidente do partido.
Também desafiado pela cláusula de barreira, o Missão aposta na filiação de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), como o deputado Kim Kataguiri (União-SP) e os vereadores paulistas Guto Silva (PSD) e Amanda Vettorazo (União).
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3POLÍTICA PÚBLICA
Alagoas é o primeiro estado a aderir à Conferência Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura
-
4POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master
-
5FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão