Poder e Governo
Ex-presidente do INSS recebia pagamentos mensais e usou pizzaria para propina, aponta PF
Valor das propinas chegou a R$ 250 mil por mês após Stefanutto assumir a presidência do INSS. Segundo a Polícia Federal, ele atuou como facilitador institucional do grupo.
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, é acusado de receber propina mensalmente por sua participação em um esquema de desvios de aposentadorias e pensões, utilizando empresas de fachada, entre elas uma pizzaria. Os pagamentos também eram disfarçados como honorários de consultoria ou assessoria técnica.
A informação consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que autorizou uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (data não informada). Nesta etapa, o foco recaiu sobre a atuação da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma das entidades investigadas por descontos associativos irregulares.
Segundo a investigação, Stefanutto teria iniciado sua participação no esquema ao facilitar juridicamente a celebração do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) em 2017, permitindo que a Conafer realizasse descontos automáticos em aposentadorias e pensões.
De acordo com a Polícia Federal, "ficou claro que, em troca de sua influência, Stefanutto recebia propinas recorrentes utilizando diversas empresas de fachada para ocultar os valores (lavagem de dinheiro)", como um escritório de advocacia, uma imobiliária e uma pizzaria. O montante mensal das propinas teria alcançado R$ 250 mil após sua posse na presidência do INSS.
Em nota, a defesa de Stefanutto afirmou que a prisão é "completamente ilegal", alegando que ele "não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação". A defesa acrescentou ainda que o ex-presidente da autarquia irá "comprovar a inocência".
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