Poder e Governo
Fora da polarização, Eduardo Leite se vê isolado na disputa pela sucessão no Rio Grande do Sul
Governador gaúcho sinaliza preferência por Gabriel Souza (MDB), que aparece em quarto lugar em pesquisa Genial/Quaest. À esquerda, PT e PDT apostam em nomes próprios, enquanto na direita o PL tenta atrair Republicanos e PP.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), que busca se afastar da polarização política, enfrenta o risco de isolamento na disputa por sua sucessão em 2024. À esquerda, PDT e PT investem em candidaturas próprias e não descartam uma possível aliança para garantir palanque ao presidente Lula. Já na direita, o PL trabalha para montar uma chapa forte e tenta atrair Republicanos e PP para sua composição.
Agora filiado ao PSD, após deixar o PSDB em maio deste ano, Leite reafirma o interesse em alçar voos nacionais em 2026. No entanto, a nova sigla tende a apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso ele dispute a Presidência. Como alternativa, o partido, liderado por Gilberto Kassab, dispõe do nome do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que deve ganhar destaque nas propagandas do PSD, conforme antecipou a newsletter Jogo Político, do jornalista Thiago Prado.
Enquanto isso, Leite articula a escolha de seu sucessor após dois mandatos à frente do estado. Ele sinaliza preferência por Gabriel Souza (MDB), seu vice, que já presidiu a Assembleia Legislativa e foi líder do governo José Ivo Sartori (MDB), antecessor de Leite.
“É muito cedo para falar em candidatura ou pré-candidatura, mas não descarto: é uma possibilidade concreta, especialmente considerando que sou vice-governador e que o governador Eduardo já afirmou que eu seria o nome indicado para sucedê-lo”, afirma Souza.
Apesar do apoio do governador, Gabriel Souza ainda não desponta como favorito nas pesquisas. Na mais recente rodada da Genial/Quaest, divulgada em agosto, ele aparece em quarto lugar, com apenas 5% das intenções de voto.
À frente de Souza está a ex-deputada Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador Leonel Brizola. Ela soma 21% das intenções e, no ano passado, disputou a prefeitura de Porto Alegre com apoio de Leite, mas não chegou ao segundo turno.
“Estamos dialogando com todas as forças políticas do estado. Já tivemos conversas respeitosas e propositivas com partidos como PT, Podemos, MDB, Avante, PSD e Solidariedade”, afirma Juliana Brizola.
O PT, por sua vez, que atualmente comanda a maior bancada da Assembleia Legislativa e é aliado do PDT, indica o nome de Edegar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em 2022, Pretto ficou fora do segundo turno por uma diferença de apenas 0,4% dos votos válidos e, agora, aparece com 11% na Genial/Quaest.
“Há sempre esse clima de disposição para formar unidade, mas também queremos ser reconhecidos pelo tamanho que temos aqui”, destaca Pretto.
Na direita, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro articula a candidatura de Luciano Zucco, líder do partido na Câmara dos Deputados. Zucco aparece com 20% na pesquisa, em empate técnico com Juliana Brizola, e tenta costurar apoio do Republicanos, seu antigo partido, e do PP, que detém o maior número de prefeituras no estado. O PP, porém, já lançou como pré-candidato o deputado federal Covatti Filho.
“Estamos deixando a vaga de vice para essas construções, acreditando que possa ser do PP. As demais composições devem ocorrer até o final do ano”, afirma Zucco.
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