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Entenda por que o Nokia 1100 foi o aparelho mais famoso no início dos anos 2000

Simplicidade, resistência e preço acessível explicam o sucesso do modelo lançado em 2003, que bateu recordes de venda e marcou uma geração

Agência O Globo - 27/01/2026
Entenda por que o Nokia 1100 foi o aparelho mais famoso no início dos anos 2000
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um celular simples, sem internet ou câmera, tornou-se um fenômeno global. Lançado em 2003, o Nokia 1100 se consolidou como símbolo de uma era em que o telefone precisava, sobretudo, funcionar. O segredo do sucesso? Popularmente apelidado de “tijolão”, o aparelho destacou-se ao reunir três fatores decisivos para o início dos anos 2000: durabilidade, facilidade de uso e preço acessível.

O Nokia 1100 chegou ao mercado em meio à rápida expansão da telefonia móvel, quando milhões de pessoas ainda adquiriam seu primeiro celular. Em vez de investir em recursos avançados, a fabricante finlandesa apostou no essencial: chamadas e mensagens de texto.

Seu design robusto, com capa antiderrapante, teclado ergonômico e estrutura resistente a quedas, fez do modelo um aliado confiável para o uso cotidiano, inclusive em ambientes de trabalho e regiões com pouca infraestrutura.

Simples por escolha, eficiente por natureza

Outro diferencial que impulsionou sua popularidade foi a bateria de longa duração, capaz de manter o aparelho ativo por vários dias sem necessidade de recarga — uma vantagem fundamental em locais com acesso limitado à energia elétrica. A lanterna embutida também ampliava a utilidade do celular em situações de emergência ou pouca visibilidade.

O conjunto de funções básicas incluía agenda, despertador, calculadora e jogos, como o clássico Snake, que ajudou a conquistar diferentes faixas etárias.

A ausência de câmera, internet ou aplicativos não era uma limitação, mas parte do conceito. O Nokia 1100 cumpria com eficiência sua principal função: permitir a comunicação entre pessoas.

Com preço de lançamento em torno de US$ 100, o aparelho contribuiu para democratizar o acesso à telefonia móvel, impulsionando sua adoção em larga escala, especialmente em países emergentes.

Objeto de memória

Mesmo duas décadas depois, o modelo permanece relevante como objeto de memória e interesse comercial. Aparelhos usados ainda são vendidos por cerca de US$ 70 em plataformas como o eBay, enquanto unidades novas se tornaram raras. O valor simbólico explica por que o Nokia 1100 não foi apenas popular, mas marcante.

Os números comprovam esse impacto. Com cerca de 250 milhões de unidades vendidas, o Nokia 1100 lidera o ranking dos celulares mais vendidos da história, segundo levantamento da Visual Capitalist com dados do Yahoo Finance e da consultoria Omdia.

O Nokia 1110 aparece logo atrás, com 248 milhões de unidades, reforçando como a aposta em aparelhos simples, resistentes e acessíveis foi determinante para transformar o Nokia 1100 no celular mais famoso da primeira década dos anos 2000.