Internacional
Região do Trentino-Alto Ádige, na Itália, revoga cidadania honorária de Mussolini
Moção foi aprovada após fracasso da medida em Trento
A região italiana do Trentino-Alto Ádige aprovou no Conselho Regional uma moção que revoga a cidadania honorária do ditador fascista Benito Mussolini (1883-1945).
A medida chega após o Conselho Municipal de Trento não conseguir o mesmo feito.
"Em Trento, não revogaram a cidadania honorária de Mussolini.
Talvez seja o momento de termos uma discussão séria sobre o fascismo, um regime brutal de terror que subjugou todas as minorias. E isso não pode ser aceito em uma sociedade democrática", explicou o conselheiro do Partido da Liberdade do Tirol do Sul, Sven Knoll, ao apresentar a moção no Conselho Regional.
A premissa foi aprovada com 28 votos a favor e 26 contra. No entanto, a proposta da emenda, que amplia a condenação do fascismo para todas as formas de totalitarismo, foi aprovada por unanimidade.
"Queremos expressar uma posição muito clara, o que é muito importante na atualidade porque se ligo o rádio ou a televisão, noto que há alguns desenvolvimentos muito preocupantes", disse a parlamentar regional Waltraud Deeg, pedindo para "modificar o primeiro ponto" da proposta, "citando não apenas o fascismo, mas também o nacional-socialismo e qualquer forma de totalitarismo, que gostaríamos de condenar".
O partido Irmãos da Itália (FdI), da premiê Giorgia Meloni, anunciou desde o início sua oposição à moção. Apesar de alegar a defesa da "liberdade e da democracia", o representante do FdI Marco Galateo citou razões históricas "que alguns pontos" da moção poderiam modificar, "como os nomes de ruas como Corso Italia e Via Vittorio Veneto".
Já a conselheira regional Lucia Maestri, representando o Partido Democrático trentino, condenou os vereadores da Liga Norte que, na Câmara Municipal de Trento, votaram contra a revisão da cidadania honorária de Mussolini, mantendo-se unidos à centro-direita, enquanto no Conselho Regional apoiaram a moção.
"Aqui vocês se autodenominam antifascistas, enquanto lá votaram a favor da cidadania honorária", observou Maestri.
Falando em nome do Conselho Provincial de Bolzano, o presidente Arno Kompatscher declarou: "A cidadania de Mussolini poderia ter sido revogada imediatamente, após a [Segunda] guerra. Agora, tomaremos medidas que os municípios decidirão se adotam ou não".
"Acho que não é muito, mas pelo menos não estamos nos posicionando contra ou a favor de um único totalitarismo, sem relativizá-lo. Não votaremos a favor das premissas, mas diremos 'sim' às disposições da moção. Fazemos isso olhando para o futuro, não para o passado", concluiu Kompatscher.
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