Internacional

Suspeito de ataque em sinagoga teve família morta por Israel no Líbano, diz mídia

Ayman Ghazali morreu após avançar com carro contra templo nos EUA

Redação ANSA 13/03/2026
Suspeito de ataque em sinagoga teve família morta por Israel no Líbano, diz mídia
Sinagoga Temple Israel em West Bloomfield, próxima a Detroit, foi alvo de atentado - Foto: © ANSA/Getty Images via AFP

O suspeito que morreu após jogar seu carro, na quinta-feira (12), contra a sinagoga Temple Israel, nos arredores de Detroit, em Michigan, nos Estados Unidos, era um cidadão libanês de 41 anos que perdeu a família em um bombardeio israelense em sua terra natal, em meio à guerra no Oriente Médio, informa a mídia americana.

Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna local identificou o agressor como Ayman Mohamad Ghazali, que chegou a Detroit em 2011 com um visto concedido a cônjuges de cidadãos americanos, naturalizando-se em 2016.

Ainda segundo a polícia, o veículo usado no incidente também tinha registro no Líbano.

De acordo com a imprensa dos EUA, pouco antes de invadir a sinagoga com o carro, Ghazali publicou nas redes sociais uma foto de sua família, que inclui crianças, revelando que todos foram mortos recentemente em um ataque de Israel na cidade de Mashghara, no Líbano.

Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, culpou o "antissemitismo" pelo atentado.

"O antissemitismo não conhece limites nem fronteiras. Israel é atacado porque é um Estado judeu", escreveu Netanyahu no X, acrescentando que a sinagoga em West Bloomfield foi alvo de um atentado "porque é um lugar de culto hebraico".

Na reconstituição do caso pelas autoridades, Ghazali "invadiu o prédio, dirigiu pelo corredor e foi confrontado por um segurança", disse o xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard, à imprensa, ressaltando que o agente revidou com tiros.

"Não podemos dizer o que o matou [se a batida do veículo ou os tiros]", explicou o xerife, revelando que o segurança se feriu durante a invasão do carro.