Internacional

Suspeito invade sinagoga nos EUA com carro e morre em meio a tiros

Batida de veículo causou incêndio em Temple Israel, em Michigan

Redação ANSA 12/03/2026
Suspeito invade sinagoga nos EUA com carro e morre em meio a tiros
Presença de agressor em sinagoga no Michigan gerou estado de alerta nas autoridades - Foto: © ANSA/Getty Images via AFP

Uma tentativa de atentado contra uma sinagoga em Michigan, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (12), deixou um ferido e um morto, sendo um policial e o agressor, respectivamente.

O caso ocorreu na sinagoga Temple Israel, em West Bloomfield, e segundo a reconstituição do caso confirmadas pelas autoridades, o suspeito, ainda não identificado, jogou seu carro contra o templo, causando um incêndio com a batida.

"Ele invadiu o prédio, dirigiu pelo corredor e foi confrontado pelo segurança", disse o xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard, à imprensa, acrescentando que o agente revidou com tiros.

"Não podemos dizer o que o matou [se a batida do veículo ou os tiros]", explicou o xerife, revelando que o segurança se feriu durante a invasão do carro.

A sinagoga Temple Israel abriga um centro de educação para crianças com idades entre 3 e 5 anos, que foram "imediatamente evacuadas graças às extensas medidas de segurança implementadas no local de culto", reforçou Bouchard.

No entanto, durante algumas horas, a cidade de Bloomfield permaneceu em estado de alerta, já que não havia detalhes sobre os tiros e a invasão do carro contra o templo, como não se sabia se o suspeito agia sozinho.

"Isso é de partir o coração.

A comunidade judaica de Michigan deveria poder viver e praticar sua fé em paz. O antissemitismo e a violência não têm lugar por aqui", declarou a governadora local, Gretchen Whitmer.

Horas depois do incidente, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o episódio é "uma coisa terrível".

"É inacreditável que coisas do tipo aconteçam", prosseguiu o mandatário.

O xerife ressaltou à imprensa que as forças de segurança estavam em estado de alerta desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

"Há duas semanas falamos que essa possibilidade, infelizmente, poderia acontecer", disse Bouchard, destacando que "todas as instalações judaicas na área terão um reforço policial significativo até que a situação se normalize.