Internacional

Ministros do G7 discutem uso de reservas de petróleo diante da crise no Oriente Médio

Grupo garantiu que seguirá monitorando de perto a situação na região

Redação ANSA 09/03/2026
Ministros do G7 discutem uso de reservas de petróleo diante da crise no Oriente Médio
Grupo garantiu que seguirá monitorando de perto a situação na região - Foto: ANSA

Os ministros das Finanças do G7, que se reuniram para discutir o impacto da instabilidade regional provocada pelos conflitos no Oriente Médio, garantiram que tomarão as medidas necessárias para auxiliar o fornecimento global de energia.

Os políticos que participaram da cúpula, incluindo o italiano Giancarlo Giorgetti, chefe da pasta da Economia do país, conversaram com dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Agência Internacional de Energia (AIE).

"Continuaremos a monitorar de perto a situação e os desenvolvimentos nos mercados de energia e nos reuniremos conforme necessário para trocar informações e coordenar ações dentro do G7 e com parceiros internacionais. Estamos prontos para tomar as medidas necessárias, inclusive para apoiar o fornecimento global de energia, como a liberação de reservas", informaram os ministros.

Giorgetti, por sua vez, recordou a guerra na Ucrânia e alertou que o "risco econômico é, mais uma vez, o agravamento da crise causado pela alta dos preços da energia, e seria grave pensar que a solução seria o aperto monetário".

Já o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, declarou em Bruxelas, na Bélgica, que Paris está pronta "para tomar todas as medidas necessárias, inclusive o uso de reservas estratégicas, para estabilizar os mercados".

"Continuaremos a examinar cuidadosamente como podemos estabilizar os fluxos gerais e todo o mercado. Estudaremos todas as medidas possíveis, incluindo a possível liberação de reservas estratégicas", explicou.

Após a reunião dos ministros das Finanças do G7 nesta segunda-feira (9), os responsáveis pelas pastas de Energia das nações do grupo se reunirão virtualmente amanhã (10) para discutir o possível uso das reservas estratégicas de petróleo.

De acordo com o canal americano CNBC, citando fontes, os Estados Unidos acreditam ser apropriado liberar entre 300 milhões e 400 milhões de barris, aproximadamente 25% a 30% dos 1,2 bilhão de barris de reservas estratégicas.