Internacional

Após conversa 'mais intensa', Irã condiciona acordo à mudança de postura dos EUA

Chanceler de Teerã criticou as ' exigências excessivas' de Washington

Redação ANSA 27/02/2026
Após conversa 'mais intensa', Irã condiciona acordo à mudança de postura dos EUA
Chanceler de Teerã criticou as ' exigências excessivas ' de Washington - Foto: © ANSA/AFP

Após as negociações entre Irã e Estados Unidos, realizadas em Genebra, na Suíça, o ministro das Relações Exteriores do país persa, Abbas Araghchi, declarou que Washington precisará abandonar suas "exigências excessivas" para que um acordo entre as partes seja alcançado.

Em um telefonema com o chefe da diplomacia do Egito, Badr Abdelatty, o chanceler iraniano afirmou que "o sucesso nesse caminho exige seriedade e realismo por parte do outro lado, evitando erros de cálculo e exigências excessivas".

Araghchi também avaliou que a terceira rodada de negociações com os americanos sobre o programa nuclear iraniano "foi a mais intensa" de todas as realizadas até o momento. No entanto, o ministro observou que "novos progressos foram feitos".

Em meio aos temores de um conflito armado entre as partes, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, declarou que continua se considerando um "cético em relação à intervenção militar" no exterior, mas alertou que tudo dependerá das ações de Teerã.

"Acho que todos nós preferimos a opção diplomática, mas depende do que os iranianos fizerem e disserem", afirmou o americano em entrevista ao Washington Post.

A emissora BBC informou que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, recebeu recentemente um briefing sobre as opções militares disponíveis contra o Irã. A ABC News, por sua vez, mencionou que muitos republicanos e alguns assessores estariam sugerindo que Israel ataque os persas primeiro.

O jornal The New York Times informou que os Estados Unidos autorizaram a saída de pessoal não essencial de sua embaixada em Jerusalém, diante da possibilidade de um ataque americano ao Irã. A China, por sua vez, aconselhou seus cidadãos atualmente em Teerã a "reforçarem suas medidas de segurança e deixarem o país o mais rápido possível".