Internacional
Trump enfrenta seu próprio povo em protestos históricos contra autoritarismo e repressão
A pressão popular contra o que manifestantes classificam como imperialismo e autoritarismo do governo Donald Trump tomou as ruas dos Estados Unidos neste quarta (07), em uma mobilização de grandes proporções. Sob a palavra de ordem “Não aos Reis”, protestos foram registrados em cerca de 2.000 cidades, num claro contraponto à decisão de Trump de ordenar marchas militares que, além de celebrar os 250 anos de fundação do Exército norte-americano, também marcaram simbolicamente o seu 79º aniversário.
Centenas de milhares de norte-americanos marcharam em cidades como Los Angeles, Nova Iorque e Filadélfia, em atos que denunciaram o avanço de políticas repressivas, a militarização do governo e a tentativa de personalização do poder. As manifestações ganharam ainda mais visibilidade com a presença de figuras públicas de peso, como a atriz Susan Sarandon, o ator Mark Ruffalo, o músico Tom Morello e Martin Luther King III.
Os protestos tiveram como foco principal as batidas policiais em massa contra imigrantes, consideradas desumanas e discriminatórias, além da repressão violenta a manifestações populares, especialmente em Los Angeles, onde a atuação das forças de segurança gerou imagens de confronto que repercutiram mundialmente. Para os organizadores, a política migratória do governo Trump transformou comunidades inteiras em alvos permanentes do Estado.
A palavra de ordem “Não aos Reis” simboliza a rejeição à ideia de um poder centralizado, personalista e acima das instituições democráticas. Os manifestantes criticam o uso de símbolos militares e do aparato do Estado para autopromoção política, enxergando nisso um flerte perigoso com práticas autoritárias incompatíveis com a tradição democrática norte-americana.
Líderes dos atos destacaram que parar esse “monstro” político não é apenas uma tarefa interna, mas uma responsabilidade histórica que recai sobretudo sobre o povo estadunidense, cujas decisões e mobilizações têm impacto direto sobre o restante do planeta. Em um mundo cada vez mais interligado, alertam, o avanço do autoritarismo em uma potência global representa risco à democracia em escala internacional.
Os protestos deste sábado reforçam que Donald Trump, além de enfrentar críticas externas, agora se vê diante de uma resistência popular interna ampla, organizada e vocal, que questiona não apenas políticas pontuais, mas o próprio modelo de poder que ele tenta impor aos Estados Unidos.
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