Internacional

França diz que Rubio descartou ação militar na Groenlândia

Apesar disso, Paris já trabalha com Europa em possível resposta

Redação ANSA 07/01/2026
França diz que Rubio descartou ação militar na Groenlândia
Vista de Nuuk, na Groenlândia - Foto: © ANSA/AFP

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, disse nesta quarta-feira (7) que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, descartou a hipótese de uma intervenção militar na Groenlândia, ilha no Ártico pertencente à Dinamarca, aos moldes da operação que capturou o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Em entrevista à rádio France Inter, Barrot disse ter conversado com Rubio por telefone, em meio às preocupações na Europa sobre as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar a Groenlândia.

Segundo o chanceler francês, Rubio "excluiu que se possa imaginar que ocorra na Groenlândia aquilo que aconteceu na Venezuela".

No entanto, na última terça (6), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que "adquirir" a ilha é uma "prioridade de segurança nacional" para dissuadir eventuais ações de China e Rússia no Ártico, sem descartar a hipótese de uma ação militar.

"O presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para atingir esse importante objetivo de política externa e, é claro, utilizar as forças armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe", disse ela à agência AFP.

Paralelamente, Barrot revelou que a França está trabalhando com os aliados europeus em um plano para reagir a uma eventual incursão americana na Groenlândia. "Independentemente da forma de intimidação e da sua origem, iniciamos os trabalhos para nos preparar para responder e para não responder sozinhos", salientou.

Também na terça, líderes europeus divulgaram um comunicado conjunto no qual ressaltam que cabe apenas à Dinamarca e à Groenlândia "decidir sobre assuntos que dizem respeito" à ilha, além de defender a "soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade de fronteiras".

O documento é assinado pela premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, pelo presidente da França, Emmanuel Macron, pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e pelos primeiros-ministros da Itália, Giorgia Meloni, do Reino Unido, Keir Starmer, da Espanha, Pedro Sánchez, e da Polônia, Donald Tusk.