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Mais de 2 milhões de arquivos ligados a Epstein ainda não foram divulgados

Bilionário pedófilo morreu em prisão de Nova York em 2019

Redação ANSA 06/01/2026
Mais de 2 milhões de arquivos ligados a Epstein ainda não foram divulgados
Epstein morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento

Mais de 2 milhões de documentos relacionados ao financista Jeffrey Epstein continuam sob análise e ainda não foram divulgados, informou nesta terça-feira (6) o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

No mês passado, milhares de arquivos da investigação sobre Epstein — que morreu em uma prisão de Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento por comandar uma rede de tráfico sexual envolvendo menores de idade — já haviam sido tornados públicos.

No entanto, o Departamento de Justiça não cumpriu o prazo estabelecido pela chamada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que determinava a divulgação integral do material até, no máximo, 19 de dezembro.

Em comunicado oficial enviado a um juiz federal, a pasta informou que cerca de 400 advogados estão envolvidos na revisão detalhada dos documentos, com o objetivo de identificar e proteger "informações que possam levar à identificação das vítimas".

Até o momento, 12.285 documentos, equivalentes a aproximadamente 125.757 páginas, já foram disponibilizados ao público. "Apesar do trabalho e do comprometimento demonstrados pelos advogados do departamento até agora na revisão, ainda há muito trabalho a ser feito", afirmou o Departamento de Justiça.

No final de novembro, Trump sancionou o projeto de lei que determina a divulgação de todos os arquivos da investigação sobre Epstein. Ele, que foi amigo do pedófilo, aparece em diversos materiais do caso, incluindo fotografias, vídeos e até caricaturas de seu rosto em preservativos.

Além do atual mandatário americano, o ex-chefe de Estado Bill Clinton, o ex-príncipe britânico Andrew, o empresário Bill Gates e o filósofo Noam Chomsky estão entre as figuras encontradas nos arquivos.