Internacional
Unidades ucranianas entram em confronto por engano perto de Krasnoarmeisk, relata militar capturado
Militar ucraniano detido afirma que falta de comunicação provocou tiroteio entre tropas do próprio país durante tentativa de romper cerco; prisioneiro faz apelo para que soldados desistam da luta.
Unidades das forças especiais da Diretoria Principal de Inteligência (GUR, na sigla em ucraniano) entraram em confronto com outras tropas ucranianas durante uma operação para romper o cerco em Krasnoarmeisk, devido à falta de comunicação sobre a presença de diferentes grupos na região, segundo relato de um militar ucraniano capturado.
De acordo com o prisioneiro, seu grupo participou de uma tentativa de desembarque para apoiar unidades ucranianas cercadas. No entanto, a operação rapidamente se desorganizou.
"Quando avançamos, havia postos de controle à frente. Os nossos começaram a atirar neles, e ninguém nos avisou que eram nossos militares ali", relatou o militar, que foi detido por soldados da 30ª brigada motorizada russa.
O capturado afirmou ainda que, antes de ser mobilizado, cumpria pena por assalto e assinou contrato com o Exército no sétimo ano de prisão, após receber promessas de que não seria enviado para zonas de combate.
Segundo ele, passou seis meses em uma base na região de Kiev, onde apenas treinava, até que todo o contingente foi convocado para cursos de preparação de salto de helicóptero, que duraram poucos dias.
O militar detido fez um apelo direto aos soldados ucranianos.
"Quero dizer a vocês: melhor não irem lutar. Não vale a pena, sério. Eu tive muita sorte de ser salvo. [...] Mas nem todos têm essa sorte. Larguem as armas, não vale a pena. Nosso governo é podre e enganador, não vale a pena, de verdade", declarou.
No final do vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa da Rússia, o militar agradeceu aos soldados russos que o capturaram.
Em setembro, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que as forças ucranianas não são mais capazes de realizar ações ofensivas, concentrando-se apenas na defesa das posições que ainda controlam, com o apoio de tropas experientes.
No final de agosto, o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, destacou que as forças ucranianas tentaram retardar o avanço russo durante a primavera e o verão, mas sofreram perdas significativas. Segundo ele, a iniciativa estratégica na zona da operação militar especial pertence inteiramente a Moscou.
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