Internacional
Na Itália, Flávio Bolsonaro ataca Moraes e denuncia perseguição
Filho de ex-presidente participou de evento da Liga em Pontida
O senador Flávio Bolsonaro fez neste domingo (21), em um evento na Itália, um duro ataque contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e denunciou uma "perseguição política" contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No palco do congresso do partido ultranacionalista Liga, organizado pelo vice-premiê e ministro de Infraestrutura e dos Transportes, Matteo Salvini, na cidade de Pontida, no norte do país, o brasileiro enfatizou que Bolsonaro foi condenado "por atos antidemocráticos apenas por criticar o sistema eleitoral e fazer discursos contra a esquerda corrupta".
Segundo Flávio, a medida foi tomada da mesma forma como "ditadores, como Nicolás Maduro na Venezuela e Daniel Ortega na Nicarágua, fizeram com seus opositores políticos".
Sem citar o nome de Moraes, o brasileiro lembrou que o "Brasil tem um ministro da nossa corte de cassação que persegue toda a direita e ele foi sancionado pela lei magnitsky pelo presidente Donald Trump".
Além disso, destacou que este ministro "é o mesmo que discutiu com uma família no aeroporto de Roma e ele próprio o julgou por atentado contra o Estado democrático de direito".
De acordo com ele, "a vítima foi o próprio juiz da causa e condenou os autores da ofensa pelo falso crime de ato antidemocrático".
"Hoje, meu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, é mais uma vítima dele e está exilado nos Estados Unidos com sua família. Esse mesmo juiz o proibiu de falar com Jair Bolsonaro. Isso mesmo, um juiz proibiu o filho de falar com o próprio pai", reforçou.
Em seu discurso, Flávio também denunciou uma perseguição contra os políticos de direita no Brasil e até mesmo na Itália, citando a deputada federal licenciada Carla Zambelli e o perito Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para ele, tanto Zambelli quanto Tagliaferro foram "para a Itália por acreditarem que o país é um lugar mais seguro que o Brasil". Desta forma, pediu para ambos não serem extraditados.
"Assim como o governo do presidente Bolsonaro devolveu o terrorista Cesare Battisti para a Itália, peço que a Itália não mande a Carla Zambelli e o Tagliaferro de volta para o Brasil", afirmou Flávio, justificando que a deputada, que está detida em Roma, poderá "morrer na cadeia injustamente".
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