Internacional
Rússia, Irã e China pedem à ONU que retomada de sanções contra Teerã sejam impedidas
Os ministros das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi; da Rússia, Sergei Lavrov; e da China, Wang Yi, enviaram uma carta conjunta ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, em que pedem que a entidade impeça a retomada de sanções contra o Irã por Reino Unido, Alemanha e França.
Na última semana, os chanceleres do grupo formado pelos três países emitiram um comunicado conjunto revelando terem notificado o Conselho de Segurança da ONU sobre o lançamento do mecanismo de reativação de sanções contra o Irã em 30 dias, chamado "snapback" (reativação automática, em tradução livre).
"Instamos firmemente os membros do Conselho de Segurança da ONU a rejeitar as reivindicações de França, Alemanha e Reino Unido de invocar supostamente o mecanismo snapback e a reafirmar seu compromisso com os princípios do direito internacional e da diplomacia multilateral", destaca a carta dos três ministros.
Os chefes da diplomacia também pediram aos países que abandonem seu enfoque "destrutivo" em relação ao Irã.
Em julho, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha informou que, juntamente com Londres e Paris, poderia reativar as sanções da ONU contra o Irã, embora tenha sugerido adiar a medida se Teerã "cumprir suas obrigações legais e certas condições".
O Irã, por sua vez, pediu aos países que abandonem a ideia de reativar as restrições e "ajam com responsabilidade" se quiserem manter um papel relevante nas negociações nucleares.
Como medida de pressão, parlamentares iranianos elaboraram um projeto de lei para abandonar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) caso o trio ative o mecanismo de sanções previsto no acordo nuclear de 2015 ainda vigente.
Em 22 de agosto, o chanceler iraniano Abbas Araghchi alertou, em conversa telefônica com seus homólogos europeus e a alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, que qualquer tentativa de restabelecer as sanções sob o acordo nuclear de 2015 seria injustificada do ponto de vista legal e moral e acarretaria graves consequências.
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