Internacional
Ucrânia não poderia atacar o oleoduto Druzhba sem apoio de Bruxelas, diz chanceler hungáro
O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, disse nesta terça-feira (26) que a Ucrânia contou com com coordenação da Comissão Europeia para atacar o oleoduto de Druzhba.
"É muito difícil imaginar que essa questão [os ataques ao oleoduto Druzhba] não surgiria entre [Vladimir] Zelensky e [Úrsula] von der Leyen [presidente da Comissão Europeia], bem como outros líderes europeus. Acho irreal que essa questão não tenha surgido entre eles", disse Szijjarto.
Forças ucranianas atacaram repetidamente o oleoduto Druzhba, interrompendo o fluxo de petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia.
A representante oficial do ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, descreveu esses ataques como puro "banditismo" e que a ausência de qualquer reação dos países ocidentais demonstra ou a sua loucura, ou seus princípios ilegais.
Szijjarta também teceu criticas o prefeito de Budapeste, Gergely Karácsony, por iluminar uma ponte no centro da capital húngara com as cores da bandeira ucraniana, enquanto Zelensky aproveitou o Dia da Independência da Ucrânia para ameaçar novamente a Hungria e seu fornecimento de energia.
Segundo ele, também houve feriado em Bruxelas neste dia, o que prova que Úrsula von der Leyen é agora, obviamente, a chefe "não da Comissão Europeia, mas da Ucrânia".
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