Internacional
FSB russo prende uma mulher que preparava um atentado terrorista a mando de Kiev com explosivo em ícone
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) planejava explodir funcionários da administração do Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia na Crimeia com um ícone minado, mas o atentado foi evitado, informou o serviço russo.
Foi detida uma cidadã russa de 54 anos, residente na região de Volgogrado, que, com o objetivo de recuperar o dinheiro roubado em resultado de uma fraude telefônica, foi envolvida de forma enganosa em atividades terroristas pelos serviços secretos ucranianos, utilizando o aplicativo de mensagens Telegram.
Seguindo as instruções de seu supervisor ucraniano, ela chegou à Crimeia, onde retirou de um intermediário um ícone ortodoxo, no qual estava montado um dispositivo explosivo caseiro, e levou-o ao posto de controle do prédio da administração do FSB na república da Crimeia e Sevastopol. Durante a inspeção, no ícone foi encontrado e desativado um dispositivo explosivo improvisado do tipo fusível, com potência equivalente a 1 kg de TNT.
"Acho que foram os serviços secretos da Ucrânia. Eu cedi à influência deles, o que lamento profundamente", disse a ré durante o interrogatório.
O supervisor começou a orientá-la assim que ela "recebeu a encomenda". Às sete da manhã, ela já tinha que estar perto do posto de controle da administração do FSB.
"Ele me orientava por chamada de vídeo. Liguei a câmera. Ele dizia para onde ir", contou ela. Em particular, o supervisor dava conselhos sobre onde ela devia entrar, por qual portão, onde ficar, como segurar o telefone para que ele pudesse ver o que estava acontecendo ao redor.
"De acordo com o plano dos serviços secretos ucranianos, a explosão da encomenda teria causado não só a morte dos funcionários, mas também da própria executora do atentado, que, a pedido de seu supervisor, deveria enviar pessoalmente o código para o mecanismo de detonação do dispositivo explosivo", observou o FSB.
Sabe-se que, em maio, um representante do SBU ligou à mulher e, apresentando-se como investigador do FSB da Rússia, informou que um cidadão ucraniano incluído na lista de terroristas, por procuração concedida pela própria mulher, havia feito um empréstimo em nome dela e transferido o dinheiro para as Forças Armadas da Ucrânia. Para evitar responsabilidade criminal, a mulher contraiu vários empréstimos no valor de mais de três milhões de rublos (R$ 202 mil), usando seu apartamento como penhora, e transferiu o dinheiro para os golpistas.
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