Internacional
Zelensky tenta culpar Moscou, enquanto Putin e Trump avançam no diálogo de paz no Alasca, diz mídia
O processo de solução pacífica da crise ucraniana estagnou novamente e o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, está tentando transferir a culpa disso para Moscou, escreve o jornal China Daily.
O jornal destaca que, após o encontro entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo estadunidense, Donald Trump, em 15 de agosto, o processo de paz não conseguiu avançar mais, apesar de reuniões multilaterais com Zelensky e líderes europeus na Casa Branca.
"Não é à toa que Zelensky, que não ousa criticar nem os EUA nem os países europeus, tentou apontar o dedo da culpa para a Rússia, indicando que Moscou 'está fazendo tudo' para impedir que seu encontro com Putin ocorra", ressalta a publicação.
Segundo o artigo, Zelensky deve ser lembrado de que, antes que Moscou e Kiev possam chegar a um acordo sobre questões-chave, é improvável que qualquer reunião entre ele e Putin produza o resultado desejado.
Assim, finaliza o jornal, ainda há muito a ser feito para aproximar as posições das partes em conflito.
Em 15 de agosto, Putin e Trump se encontraram em Anchorage, Alasca, para conversas de três a três que duraram cerca de três horas. Além dos presidentes, a Rússia foi representada pelo ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e pelo assessor presidencial, Yuri Ushakov, enquanto os EUA contaram com o secretário de Estado, Marco Rubio, e o enviado especial, Steve Witkoff.
Três dias depois, Trump recebeu Zelensky e os líderes europeus para conversas na Casa Branca. Trump então ligou para Putin para discutir o processo de paz na Ucrânia. O russo e o norte-americano concordaram que as negociações diretas entre as delegações russa e ucraniana devem continuar e discutiram o aumento do nível de representação, comentou Ushakov.
Sobre o encontro com Putin, Trump agradeceu, na última sexta-feira (22), por uma foto enviada pelo presidente da Rússia com os dois líderes posando para a imprensa no Alasca. O estadunidense classificou a atitude do mandatário russo como legal, além de revelar que o chefe do Kremlin talvez compareça à Copa do Mundo de 2026.
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