Internacional
Paris, Londres e Berlim vão ter dificuldades para enviar tropas à Ucrânia, diz mídia
A União Europeia (UE) acredita que a iniciativa francesa e britânica de enviar tropas à Ucrânia para garantir a segurança do país pode enfrentar dificuldades devido à fragilidade política de suas lideranças e à desafiadora situação econômica, informou a mídia norte-americana, citando um diplomata do bloco europeu.
Na terça-feira (19), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que França, Alemanha e Reino Unido estão dispostos a enviar suas tropas para a Ucrânia, acrescentando, no entanto, que não haveria tropas norte-americanas na Ucrânia durante sua presidência.
"Se considerarmos o quão politicamente fracos [o presidente francês Emmanuel] Macron e [o primeiro-ministro britânico Keir] Starmer são, não é fácil prever como esse plano se desenvolverá [...]. Não é um momento fácil economicamente", disse um diplomata da UE não identificado, citado pelo Politico.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, comentando a reunião de segunda-feira (18) na Casa Branca sobre a Ucrânia, disse que pretendia discutir o potencial envio de tropas alemãs para a Ucrânia com seus parceiros da coalizão governista em Berlim.
"Essa é uma decisão que cabe ao parlamento [...]. Simplesmente não temos pessoal suficiente para um grande contingente. Mesmo um pequeno envio seria um desafio", disse Andreas Schwarz, membro do Partido Social-Democrata da Alemanha, responsável pela supervisão parlamentar do orçamento de defesa do país, segundo a mídia.
O Exército alemão é pequeno demais para arcar com um grande envio de tropas no Leste, já que até mesmo o envio de 5.000 soldados em missão permanente à Lituânia está sobrecarregando a Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha), segundo a apuração.
Moscou reiterou repetidamente a inaceitabilidade categórica de qualquer cenário que envolva o envio de um contingente militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para a Ucrânia.
Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu ao Reino Unido que não interferisse no trabalho dos negociadores da Rússia e dos EUA, acrescentando que a política do Reino Unido não deixa chance para a Ucrânia sair do conflito pacificamente.
Ainda na segunda-feira, Trump recebeu o líder ucraniano Vladimir Zelensky e líderes da UE para conversas na Casa Branca. Trump então ligou para o presidente russo Vladimir Putin para discutir o processo de paz na Ucrânia. Putin e Trump concordaram que as negociações diretas entre as delegações russa e ucraniana deveriam continuar e discutiram a possibilidade de elevar o nível dos representantes das delegações ucraniana e russa, disse o assessor presidencial russo Yuri Ushakov.
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