Internacional
'Tóxico': Embaixada dos EUA rebate anulação de sanções feita pelo STF
Em nova investida contra o Brasil, a Embaixada dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira (18) uma nota contundente contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, classificando-o como "tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados".
Segundo a publicação, cidadãos norte-americanos estão proibidos de manter qualquer relação comercial com o ministro brasileiro. A nota também adverte indivíduos de outros países, incluindo brasileiros, sobre possíveis consequências, caso ofereçam apoio material a pessoas envolvidas em violações de direitos humanos.
"Alexandre de Moraes é tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados. Nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las", escreveu o Escritório dos Estados Unidos no Brasil no X.
A medida, que marca o agravamento nas relações diplomáticas entre Washington e Brasília, ocorre em meio a crescentes tensões envolvendo decisões do STF e críticas internacionais à condução de investigações e medidas judiciais no Brasil.
A nota da embaixada também afirma que "nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las", em uma referência direta a eventuais tentativas jurídicas no Brasil de contestar as restrições.
No dia 9 deste mês, o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, usou suas redes sociais oficiais para fazer críticas ao Judiciário brasileiro. Sem mencionar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, ele afirmou que "um único juiz do Supremo Tribunal Federal usurpou o poder ditatorial" no Brasil.
Na mensagem publicada no X, Landau — subordinado a Marco Rubio — destacou que a separação entre os poderes do Estado é uma "garantia de liberdade" e acrescentou: "Nenhum ramo ou pessoa pode acumular tanto poder se for controlado pelos outros." Ele insinuou que a divisão de poderes estaria sob ameaça no país.
Em 30 de julho, o Tesouro dos EUA incluiu o ministro Alexandre de Moraes na lista de restrições do departamento, acusando-o de "campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam direitos humanos e processos politizados — inclusive, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro", investigado nos processos da trama golpista após as eleições de 2022.
No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras. A taxação, que excluiu cerca de 700 produtos, como suco de laranja e itens de aviação, entrou em vigor em 6 de agosto.
Sobre as taxações, e sem citar o deputado federal Eduardo Bolsonaro — filho do ex-presidente, que está nos EUA há alguns meses fazendo lobby contra o julgamento do pai e se dizendo um dos responsáveis pelas medidas contra o Brasil —, Moraes declarou que o objetivo dos investigados é "provocar instabilidade e abrir caminho para um novo ataque".
"Assumem, inclusive nas redes sociais, a intermediação com um governo estrangeiro para impor medidas econômicas contra o Brasil, como a taxação de 50% dos produtos brasileiros nos Estados Unidos."
Por Sputinik Brasil
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