Internacional
Irã diz que decisão de Israel de reassentar moradores de Gaza é 'crime de guerra'
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou neste domingo (17) como "crime de guerra" a decisão de Israel de reassentar os moradores da Faixa de Gaza, medida que, segundo Teerã, só foi possível devido à impunidade das autoridades israelenses, apoiadas pelos Estados Unidos.
Na última semana, a mídia revelou que Israel mantém negociações com autoridades de cinco países, incluindo Etiópia, Líbia e Indonésia, sobre a possibilidade de transferir moradores da Faixa de Gaza para esses territórios em troca de compensações significativas. Porém, não está claro em que estágio estão as conversas e nem se resultarão em algum acordo.
"O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena categoricamente a decisão do regime israelense de evacuar a cidade de Gaza e de reiteradamente privar seus habitantes e refugiados indefesos de um lar, e enfatiza a responsabilidade da comunidade internacional e dos países islâmicos em combater esse terrível crime de guerra", diz o comunicado.
A chancelaria iraniana destacou que a decisão de Israel é consequência do fortalecimento da impunidade das autoridades israelenses, resultado do apoio irrestrito de Washington e de alguns países europeus, bem como da obstrução a qualquer ação séria do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e de tribunais internacionais para responsabilizar a liderança israelense.
Em julho, o chefe do serviço de inteligência externa de Israel, David Barnea, teria se reunido em Washington com o enviado especial do presidente dos EUA, Steven Witkoff, para pedir ajuda na tarefa de convencer outros países a aceitarem palestinos que Israel pretende reassentar fora da Faixa de Gaza.
Segundo as fontes, Barnea disse a Witkoff que Etiópia, Indonésia e Líbia demonstraram disposição em receber um grande número de palestinos.
Em março, autoridades israelenses conduziram negociações com o Sudão do Sul e a Indonésia sobre a possibilidade de reassentar palestinos nesses países, informou na época o portal Axios. Anteriormente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia incumbido o serviço secreto de buscar países dispostos a aceitar, em grande escala, palestinos deslocados da Faixa de Gaza.
Na última quinta-feira (14), a mídia europeia noticiou que o Sudão do Sul aceitou receber palestinos de Gaza em resposta a um pedido oficial de Israel.
Por Sputinik Brasil
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