Internacional
China: EUA devem parar de interferir nos assuntos internos da Venezuela
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou nesta segunda-feira (25) que a China se opõe firmemente ao que chamou de abuso prolongado de sanções unilaterais ilegais por parte dos Estados Unidos e à chamada "jurisdição de braço longo", que interfere em assuntos internos de outros países.
"Exortamos os Estados Unidos a cessar a interferência nos assuntos internos da Venezuela, abolir as sanções unilaterais e ilegais impostas ao país e agir de forma mais condizente com a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da Venezuela e de outras nações", afirmou o porta-voz em coletiva de imprensa.
Guo Jiakun acrescentou que "não há vencedores em guerras comerciais" e criticou a política tarifária promovida pelo então presidente estadunidense, Donald Trump, alertando que tais medidas só causarão maiores perdas às empresas e aos consumidores norte-americanos.
Em 24 de março, Donald Trump disse que os EUA iriam impor tarifas de 25% aos países que comprassem petróleo e gás da Venezuela a partir de 2 de abril. Ele acusou Caracas de ter uma atitude "hostil" em relação a Washington, bem como enviar criminosos "propositadamente" para os Estados Unidos.
A China é um dos maiores compradores de petróleo venezuelano, e a maior parte das cargas de petróleo da Venezuela é processada por refinarias independentes na China.
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