Internacional
México critica EUA e Canadá: taxar narcotraficantes de terroristas não resolve o problema
O Governo do México rejeitou as medidas por parte dos Estados Unidos e do Canadá para declarar os cartéis de narcotráfico como organizações terroristas, destacou a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum., nesta terça-feira (4).
O tema foi retomado após as tensões tarifárias entre essas nações, que foram suspensas. "Acreditamos que não ajuda classificar [os cartéis] como terroristas e que há muitas outras formas de colaborar, de coordenar no âmbito de nossas soberanias e utilizar [essas estratégias] para ajudar na crise de fentanilo que eles têm nos EUA.
Eles também precisam fazer [planos] em seu país", afirmou Sheinbaum em conferência de imprensa. A mandatária mexicana reiterou que sua administração também está interessada em combater o narcotráfico, mas que há outras problemáticas que não correspondem à nação latino-americana.
"O que acontece nos EUA com as [fábricas de] armas [que fornecem seus produtos a esses grupos] de maneira ilegal [...] e que estão enviando armamento para o nosso território?", questionou.
Sheinbaum reconheceu que, nas conversas com seus homólogos, não se falou sobre essa problemática, mas que sua equipe se encarregará de levar o assunto às mesas de diálogo.
"De qualquer forma, [se as nações norte-americanas] determinarem nomear os cartéis como organizações terroristas, pode-se continuar trabalhando nas mesas [entre os países]. Não acreditamos que seja a melhor forma de coordenação e cooperação", ponderou.
Sheinbaum anunciou em 3 de fevereiro de 2025 que, após um telefonema com Trump, eles concordaram em suspender as tarifas de 25% sobre as exportações mexicanas, reforçar a fronteira norte e impedir o tráfico de armas de alto poder do lado americano. Durante a conversa, Sheinbaum e Trump também concordaram em criar equipes de trabalho em dois tópicos: segurança e comércio.
No sábado (1º), Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá, com exceção da energia canadense, que será taxada em 10%, e de 10% sobre produtos da China. As tarifas foram anunciadas como retaliação à suposta falta de ação do México e do Canadá em relação à entrada de imigrantes e drogas no território americano e da China, à entrada de drogas nos EUA. Os três países tarifados reagiram ao anúncio do republicano.
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