Internacional
Comércio global: pedidos de navios porta-contêineres aumentam mesmo com desaceleração
Um número recorde de navios porta-contêineres foi encomendado devido aos lucros crescentes, mas, ultrapassando os níveis da pandemia de COVID-19, geram preocupações diante dos sinais de incerteza emitidos pelo comércio global.
A capacidade total de navios porta-contêineres encomendados atingiu 8,4 milhões de contêineres de 20 pés em novembro, de acordo com a Braemar — líder no setor de corretagem marítima, o nível mais alto desde que a corretora começou a coletar dados em 2000.
Segundo a apuração do Financial Times (FT), existe um grande empuxo para o investimento no crescimento da frota de navios, apesar do risco de excesso da capacidade sinalizado pela Braemar. Os lucros do setor, no entanto, se devem ao cerco houthi aos navios que cruzavam o mar Vermelho (com destino a Israel ou de propriedade de Israel), que agora percorrem um trajeto mais longo, portanto, mais oneroso.
O que tem preocupado os analistas do setor é que ainda não está claro por quanto tempo a campanha houthi deve permanecer no mar Vermelho, nem se as promessas de protecionismo do novo presidente dos EUA, Donald Trump, vão continuar pressionando o comércio global.
Se a situação se estabilizar, o setor terá adquirido uma dívida significativa à medida em que as taxas baixarem e a circulação de produtos retornar às rotas tradicionalmente estabelecidas.
Ainda segundo dados da Bimco, divulgados pela apuração, até 2026, a oferta de transporte de contêineres deve ter aumentado 46% em comparação a 2019, embora o grupo espere que os volumes de carga aumentem a demanda em apenas 22% no mesmo período.
Se Trump levar à cabo sua política austera de tarifas alfandegárias e os países resolverem retaliar, a demanda por contêineres pode ser mais fraca do que o previsto, e muito embora, algumas das encomendas por novas embarcações pretendam substituir antigas, o setor enfrentaria um cenário ruim.
Embora o setor já tenha enfrentado riscos e excesso de oferta semelhantes durante a pandemia de COVID-19, ironicamente, foram os ataques houthis que mudaram as expectativas do setor poucos meses depois do fim da crise sanitária.
Por Sputinik Brasil
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