Internacional
Coreia do Sul: população protesta por prisão de Yoon Suk-yeol que está prestes a expirar
Centenas de sul-coreanos, agasalhados contra temperaturas congelantes e contra a neve, protestam neste domingo, 5, pela prisão e detenção do presidente deposto Yoon Suk-yeol, que sofreu impeachment pela sua fracassada tentativa de promulgação da lei marcial. A ordem de prisão contra Yoon, emitida no último dia 30, expira na segunda-feira, 6.
A última tentativa de prisão do político, na sexta-feira, 03, precisou ser interrompida após um impasse de mais de cinco horas entre os investigadores da agência anticorrupção do país e o serviço de segurança presidencial, que os impediu de entrar na residência de Yoon.
"A neve não é nada para mim. Toda a neve poderia cair e ainda estaríamos aqui", disse Lee Jin-ah, um manifestante anti-Yoon de 28 anos. População se aglomera próximo à casa de Suk-yeol.
"Deixei o meu trabalho (num café) para vir proteger o nosso país e a democracia", declarou a mulher que passou a noite em frente à residência presidencial.
Yoon mergulhou o país no caos político em dezembro, no dia 3, com a sua fracassada tentativa de promulgação da lei marcial, e desde então tem permanecido escondido na residência presidencial, rodeado por centenas de agentes de segurança para resistir às tentativas de prisão.
Ele enfrenta acusações criminais por insurreição, um dos poucos crimes não protegidos pela imunidade presidencial, que pode resultar na sua condenação à prisão ou mesmo à pena de morte.
Se a ordem for cumprida, Yoon será o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser preso.
Movimentos da oposição
O Partido Democrata quer a dissolução dos serviços de segurança que protegem Yoon, já que "violam a constituição" se posicionando como "uma força insurgente".
O Gabinete de Investigação da Corrupção, juntamente com a oposição, instou o presidente em exercício, o vice-primeiro-ministro Choi Sang-mok, a ordenar ao serviço de segurança que cooperasse com eles.
Pedido que pode não ser cumprido já que um relatório dos promotores que investigam Yoon indicou que o presidente suspenso ignorou as objeções dos membros seniores do seu gabinete ao decretar a lei marcial.
Segundo o relatório ao qual a AFP teve acesso, vários ministros do gabinete de Yoon informaram-no das graves repercussões políticas, diplomáticas e económicas da lei marcial.
O Tribunal Constitucional marcou para 14 de janeiro o início do julgamento do impeachment de Yoon, que vai ocorrer mesmo na sua ausência. Esse tribunal tem até 180 dias para determinar se confirma a destituição de Yoon ou se o devolve ao poder. /Com informações de AP e AFP
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